29 dezembro 2008

Impossíveis

- E assim estão as coisas, velho Kurt. Não fui capaz de cumprir a tua exigência. Não será feliz comigo nem eu serei feliz com ela. Há umas horas bebi dos seus lábios pela última vez e as palavras de amor não resistiram ao furacão da razão. Disse-lhe adeus e mordi a alma. Para não trair a vida, traí o amor e não me sinto orgulhoso do feito. Não sei o que será dela nem o que será de mim. Ignoro se a sua dor tornará a minha mais insuportável, ou se a minha será o sacrifício para que a sua cesse. Não conheço os ventos que varrem as derrotas, nem de onde sopram, nem se os quero esperar de asas abertas. Sinto muito, velho Kurt, fujo, sem rumo nem leme, fujo. Talvez amanhã diga que finalmente a esqueci, até que os seus olhos brilhem no fundo de um copo. Talvez erga a minha casa noutras terras, até que o mar me sussure a textura dos seus lábios. Talvez acenda a lareira, convoque a minha gente e as sombras daqueles que amo me recordem a sua ausência. Mas resta-me um consolo que me une ao teu destino: a certeza de que só tu e eu temos direito de brindar por ela. Saúde! Prosit, camarada!


Luís Sepúlveda, in «A Ilha», A Lâmpada de Aladino

o amor e piu piu piu

- Eu gosto de ti, tu és especial. O amor é lindo e piu, piu, piu.
- «Piu» faz a águia Vitória, quando o Benfica perde: agora agora quer-se iniciativa, porque falar é fácil.

o verdadeiro desafio

Falar é fácil.
Sentir, também é.
Já fazer...

Que se chegue à frente aquele que nunca teve medo de se atirar de cabeça.

Back

Borbie is back :) regressei ontem de Manchester, onde passei as festas. Foi bom para carregar baterias, respirar novos ares, provar sabores diferentes, desafiar os meus medos e limitações, pensar na vida e procurar rumos alternativos.
É hora de tirar a bússola da carteira e tirar azimutes para outras freguesias. E isto nem vem só a propósito da habitual catarse para que as viagens me servem ou do Ano Novo. Quero viver intensamente. Até prova em contrário, só temos esta vida, correcto?

Outro ângulo



Toda a gente queria tirar fotografias de frente para a estátua destes três mecos, à frente de Old Trafford.

Porque não mudar de ângulo?

12 dezembro 2008

645

Para o Cláudio, que me faz uma falta doida. PARABÉNS!



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The Gift - 645
Want to tell you that I love you because I really do.
Want to give you the answers if you ask me to.
Want to leave your door for the last time,
Want to leave the floor for the first time.
Leave the boys, leave the girls, leave it all behind…
Trust your dreams, your thoughts it’s a matter of time.
Run right, run left just don’t look back…
Take this trip as your first step.
Because the tears that we waste only make us blow,
Why we keep in Repeat this Antony song “forgive me, forgive me”
Hey, you know I need you there
You know why I tried to be simple, I tried a lie…
Everything is perfect from there, and you know I need you there.
Why don't we try and break all the rules, forget the lies
Everything is perfect from there, and you know I need you there.

11 dezembro 2008

Onda


Caranguejo que dorme... a onda leva!
(esta é uma sábia frase do meu Estimado)

09 dezembro 2008

quem quer casar com a carochinha?



Tendo terminado há pouco tempo um namoro, ainda não tinha contado nada à Pequena Princesa. Com o seu olho de lince e a sua capacidade de nos desarmar, eis que ela perguntou a uma das outras irmãs o que era feito desse personagem. A minha irmã explicou que terminámos a relação. Pergunta a Princesa, algo preocupada: 
- Então e agora com quem é que a mana Borbie vai casar?

à primeira vista




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Daniela Mercury - À Primeira Vista

Esta canção está na minha vida há anos. Foi ela que me despertou a curiosidade para o Salif Keita. Ouvi-a há dias, num jantar de Natal, onde cantarolei a maior parte do tempo, em simultâneo com o músico da sala. Muito boa. 

04 dezembro 2008

Do Diário de Marilú

Marilú ouviu dizer que o maior sinal de sanidade mental é questionar essa mesma sanidade, sem se deixar abater pelos desafios que a vida lhe coloca. Nos últimos tempos, dá por si a questionar a sua, com muito mais frequência do que é habitual. Imagina-se padecendo de Distúrbio de Personalidade Múltipla, em versão cómico-trágica, oscilando entre três ou quatro versões de si, qual delas a mais detestável. Todas têm franja recta. O cabelinho liso é opcional, a sombra azul clara, não.
  • Marilú A: 45 anos, dois divórcios em cima e um cãozinho irritante com ladrar agudo, profundamente cínica e desencantada, mas hilariantemente seca e directa nas análises e nos comentários que faz. Engraçada num registo inteligente e mordaz, com um piquinho de azedume, esta personalidade acaba por ter o condão de atrair mais pessoas para a sua beira, convencidas de terem encontrado uma fonte de boa disposição.

  • Marilú B: católica militante, acredita que Deus só coloca no cesto de cada um aquilo que ele consegue carregar, nem mais, nem menos. Entenda-se o cesto como uma metáfora dos ombros de cada um, onde repousam, com sorte, a cabeça e, dentro dela, alguma massa cinzenta. Esta persigna-se sempre que vê um casal aos beijos e diz muitas vezes «Ai Jesus!»,«Valha-nos Nossa Senhora!» e «Benza-te Deus, riquinho!». Gosta de igrejas, lingerie e meias de rede (sim, porque há uma maluca em cada beata!).

  • Marilú C: bipolar, optimista-pessimista, com o registo «pior do que está não fica; tudo o que vier a acontecer de agora em diante é bónus», sendo que o Inferno tem vários níveis, todos eles a descer, e esta personagem está a conhecê-los a palmo. Quando consegue, ri-se da desgraça, enfrentando cada pequeno drama como se de uma de lição de vida se tratasse. Tem dias em que mergulha alegremente na lama, de pazinha em punho, para chafurdar a granel, procurando motivos que justifiquem o céu caído na sua cabeça. Diz que a lama faz bem à pele.

  • Marilú D: ou «frankly my dear, i don't give a damn». Caia ao céu à vontade, não está nem aí. Com jeitinho, esta persona ainda consegue desviar-se para o canto no exacto momento em que o o céu desaba. É ponderada o suficiente para perceber que só pode resolver uma coisa e cada vez e agenda os problemas por ordem de prioridade, mesmo que isso signifique deixar coisas penduradas. Importante mesmo, é ter bolachas com chocolate para o lanche e dormir bem à noite.

No fundo, no fundo, o que Marilú precisa é de um corte de cabelo decente, que a traga de rajada para o séc. XXI. Ou de uns shots de vodka. Diz que ajuda.

Do fundo do baú


 

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Encontrei este vídeo no site do Público, numa notícia intitulada Monges do templo de Shaolin rendem-se à economia de mercado. Pouco conheço dos monges de Shaolin, e nem me lembro muito da série Os jovens heróis de Shaolin: lembro-me é da canção do genérico, que gostava de cantarolar, mesmo sem saber ao certo o que significavam os sons que produzia :)

03 dezembro 2008

Donna Maria 4




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Donna Maria - Há amores assim

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim


Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t’aime je t'adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

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Não ouvia esta canção há muito tempo. Hoje calhou-me no ouvido, em pleno autocarro, entalada entre a Nini do Paulo de Carvalho e outra coisa qualquer.

02 dezembro 2008

Madrid


As minhas viagens têm, invariavelmente, uma componente de catarse e outra de recomeço. Os novos ares são remédio santo para dores de vária ordem, que variam entre o tédio pela mesmice, o choque das mudanças inesperadas e o coração partido pela perda de alguém de quem gosto muito. Estes ares verdadeiramente medicinais, mesmo quando não curam, ajudam e muito.
Borbie, Ladyboo e British Cashew foram a Madrid! Entre muita palhaçada, comer até estourar, frio de rachar, chocolate quente e churros, andar até cair, fazer compras à maluca, regalar as vistas em museus, perder a cabeça, regatear, a viagem deu para tudo.
A fotografia da Praça de Cibeles tem uma luz linda, a que o blog não fará toda a justiça, e é minha.

25 novembro 2008

maus pensamentos


imagem tirada daqui.

Tive uma quase colisão frontal com uma colega, à porta do quarto de banho. Esta colega é gorda e só veste azul-claro. Não é muito simpática. Pensamento automático, depois de me desviar: os elefantes em cartoon também são azuis-claros!

Mais velha que eu sei lá o quê




Scorpions - Always somewhere
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Dei por mim a trautear esta canção há dias, entre o autocarro e o metro. Penei um bocado até conseguir lembrar-me da banda. É que os Scorpions não fazem parte das bandas que costumo ouvir. 
Lembro-me desta canção dos meus tempos de miúda, quando ainda havia o Top Disco e a minha mãe reunia os amigos lá em casa. Década de 80. Definitivamente, não vamos para novos.

I´m happy, hope you're happy too




David Bowie - Ashes to ashes
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Sábado fomos à Figueira da Foz, numa viagem que era supostamente de trabalho. Rimos muito. Comeu-se bem. Cantámos no carro: David Bowie, Diana Krall, kuduros e kizombas, os CD da empresa. O sítio era giro. Trabalho? Pois, estivemos lá. Cheers às outras trabalhadoras!

Banco Alimentar

Nos dias 29 e 30 de Novembro, o Banco Alimentar promoverá mais uma recolha de alimentos à porta dos supermercados de várias cidades. Basta agarrar no saco que os voluntários distribuem à porta, colocar os bens lá dentro, pagar e entregar à saída. Pode ser só um pacote de arroz, por exemplo! Não custa quase nada, pois não? :)

Outras formas de ajudar estão descritas no site do BA.

Heroes





David Bowie - Heroes
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Esta foi uma da primeiras canções do Bowie de que gostei. Apanhei-
-a por acaso, numa tarde de computadores e conversas no MOOsaico nas salas do CP2, entre as inevitáveis reservas para a hora seguinte.
Passou-se no tempo em que eu nem tinha leitor de CDs e os gravadores de CD tinham aparecido há muito pouco tempo (1x ou 2x e não digas que vais daqui!). Conversava-se muito ao balcão. Muita gente já se conhecia de vista, por passar horas e horas no MOOsaico, no Movie, nos muds ou no mIRC.
Havia o Ni, um funcionário novo e giro, que ouvia o Best of Bowie; que me dava conversa até mais não e que me levava à residência depois das 20h, se estivesse a chover; que me emprestou o CD durante tempos e tempos, sem reclamar. :)

ODM

Nunca é demais lembrar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Objectivo 1: Erradicar a pobreza extrema e a fome;
Objectivo 2: Atingir o ensino primário universal;
Objectivo 3: Promover a igualdade de género e a capacitação das mulheres;
Objectivo 4: Reduzir a mortalidade infantil;
Objectivo 5: Melhorar a saúde materna;
Objectivo 6: Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças;
Objectivo 7: Garantir a sustentabilidade ambiental;
Objectivo 8: Criar uma parceria global para o desenvolvimento.

Ao ler os 8 Objectivos, não posso deixar de ficar chocada: a maior parte destas metas são garantidas na minha vida. A menos que haja alguma catástrofe, eu nunca passarei fome nem saberei por experiência própria o que é a pobreza; terei sempre acesso a água e a cuidados de saúde; tive acesso à educação e tenho trabalho. Preocupo-me com o ambiente e as alterações climáticas, poupo água, separo o lixo, ando de transportes públicos. Tenho noção que sou parte de uma privilegiada minoria e acredito mesmo que, se todos fizermos um bocadinho, podemos mudar o rumo das coisas.
 
Em 2000, os líderes de 189 países assinaram a Declaração do Milénio, na qual se comprometeram a lutar mais empenhadamente contra a fome, a pobreza, a mortalidade infantil e a iliteracia, a promover a igualdade de género, a saúde materna, a luta contra o HIV/SIDA, a malária e outras doenças mortais, a garantir a sustentabilidade ambiental e o acesso à água potável para todos. Estes objectivos seriam alcançados mediante o aumento da Ajuda Pública ao Desenvolvimento, num investimento anual de 0,7% do Produto Interno Bruto de cada país, até 2015. Cabe-nos pressionar o nosso Estado para cumprir os compromissos que assinou.
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Mais informações

24 novembro 2008

Irresistíveis!







Bom mesmo é calçar um número pequeno e pagar menos pelos ténis :D

21 novembro 2008

heróis há muitos!




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Metallica - Hero of the Day (S&M)

Tenho cantarolado esta canção com frequência. Com alguma ironia, às vezes. 
Hoje decidi ouvir o álbum. E o mediaplayer, que toca sempre em modo aleatório, deu-me um brinde e começou exactamente pela minha canção!

20 novembro 2008

Fixação




David Bowie - Ziggy Stardust

Ouço o Ziggy 30 vezes ao dia, mais ou menos.
Aranhas de Marte? Elas que venham. Já estou por tudo.

19 novembro 2008

Vontade de dançar




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Nelson Freitas, featuring Kaysha - Deeper

Saudades de Cabo Verde!




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Juceila - Solidão

17 novembro 2008

Blindness II




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Adaptação muitíssimo fiel do Ensaio sobre a cegueira, com o cuidado de não cair no exagero e de não ser excessivamente pesado. Imperdível!

estratégias de evasão da realidade



but it's not enough, now, is is?

- Derek: She asked me to tell you...She wanted you to know, that if love were enough...that if love were enough, that she'd still be here with you.

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Não é um elástico nem um cobertor mágico. Não dá para tudo e, às vezes, falha-nos em alturas improváveis. É uma chatice.

human traffic accident

MIRANDA: [steps in front of Derek] "No. Turn around and walk away."
DEREK: "From what?"
MIRANDA: "From my intern!"
DEREK: "No, I wasn’t going-"
MIRANDA: "Yes you were. Come on. You can’t do this. You don’t have the right. Not anymore."
DEREK: "I just want to find out if she's okay."
MIRANDA: "She's not. She's a human traffic accident, and everybody's slowing down to look at the wreckage. She's doing the best she can with what she has left, and I know you can't see this, 'cause you're in it, but you can't help her now! You'll only make it worse. So walk away. Go!"

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Anatomia de Grey. Em reposição na Foxlife, com a exibição de vários episódios seguidos, aos fins-de-semana.

14 novembro 2008

Não preciso que me salves




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Rui Veloso - Cavaleiro andante

Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau

13 novembro 2008

I know it's over



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The Smiths - I know it's over
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Oh ...
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
See, the sea wants to take me
The knife wants to slit me
Do you think you can help me ?
Sad veiled bride, please be happy
Handsome groom, give her room
Loud, loutish lover, treat her kindly
(Though she needs you
More than she loves you)
And I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Over and over and over and over
Over and over, la ...
I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
And you even spoke to me, and said :
"If you're so funny
Then why are you on your own tonight ?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight ?
I know ...
'Cause tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms..."
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head

10 novembro 2008

É desta?




One Love - Kaysha

When i get older,
I’ll jump up to the sky and talk to the stars about you
When i get deeper,
I’ll dive to the bottom of the seas and get these pearls for you
Baby

Cause i got one love
And i can love u for the rest of my life

When get stronger,
I’ll walk up to my ex tell her that i’m history
Sooner or later,
I’ll put a ring on your finger
And love you forever and after
And shower you with my love
Cause u my destiny, my ebony
My ivory, on my piano keys
The reason why, i’ll travel through, the seven seas, cause u are
My love...

Cause i got one love
And i can love u for the rest of my life

When i get wiser,
I’ll take a resolution
And make my revolution, oh yeah
When i get lighter,
I’ll take my love with me
And dwell in paradise,
And wait for you forever

And i can love you for the rest of my life

Cause i got one love, yeah
I got one love one love (one love, one love)
And i can love you for the rest of my
Life

And i can love you for the rest of my liiife
Baby and i can love you for the rest of my
Life
Ouuwi
Cause i got one love, for you

07 novembro 2008

não poderia vir mais a propósito




Ouvi a Marisa Monte a cantar esta canção há anos, num concerto. Eu te amo, eu te amo, eu te amo, é um original do Roberto Carlos, que ela interpreta de uma forma magistral. Letra disponível aqui.
Agora, não poderia vir mais a propósito, de facto. Porque há males que vêm por bem.

05 novembro 2008

Inspirador



Estou contente.
O discurso de vitória, no Grand Park, em Chicago, está disponível aqui.

04 setembro 2008

Pequenota



A Pequena Princesa não cessa de me espantar com as suas saídas. 
No sábado estavamos à mesa, quando o pai dela se levantou para ir buscar piri-piri que estava numa prateleira alta. Sai a pérola: 
- Mana, o meu pai é um gigante e eu vou ser maior do que tu!

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Ok, eu tenho 1,50m. Não sou enorme. O meu padrasto tem mais de 1,85 e ela já deve ter quase 1m. Está grande para os quase 4 anos, que faz este mês!

Chateei-me com o IE

Pois é, desta é de vez: chateei-me com o Internet Explorer. Já gostava pouco dele. Achava-o lento na evolução, lento no andamento e cheio de mariquices.  Ter de usá-lo no bules durante dias, em exclusivo, fez-me perder a paciência de vez. Não conseguia ver o Gmail nem o YouTube, o Público online aparecia-me desformatado e não conseguia escrever ou editar posts. 
Tinha saudades do Firefox. Comecei a usá-lo há anos e gosto. É giro, rápido, espertinho e teve separadores muito antes do IE. Andava há dias a trabalhar num PC sem Firefox, sem tempo para o instalar. Hoje resolvi o assunto. 
E depois... grande experiência do dia: descarreguei e instalei o Google Chrome, sobre o qual tinha lido um artigo ontem, no Público. Estou entusiasmada! É rápido, tem tudo o que têm os outros e ocupa muito menos área no monitor com barras, barrinhas e menus. Resultado: um ar clean :) E para os geeks destas coisas, fica mais um ponto positivo: é open source!

O caso Gisberta II

O Público publica hoje uma peça sobre um dos menores condenados no chamado caso Gisberta. A história deste menor arrepia por motivos contraditórios: por um lado, pela incapacidade de valorizar a vida de outro ser humano, que acabou por morrer de uma forma absolutamente cruel; por outro, porque nenhuma acção vem do nada e pouco mais que nada são os valores que a família, a escola, a sociedade e a instituição onde esteve internado conseguiram transmitir-lhe. O valor da vida humana aprende-se. O respeito pelas diferenças também. Mas é preciso alguém que ensine.
Sei que este texto parece contradizer um outro que escrevi no início deste ano, sobre o mesmo caso. Continuo a achar que o que aconteceu a Gisberta é indescritível do ponto de vista da crueldade e da incapacidade de aceitar as diferenças. Continuo a achar que quem comete crimes deve ser julgado e condenado, e que os crimes contra a vida deveriam ter penas pesadas, porque tirar uma vida não pode ser encarado de ânimo leve.
Contudo, não posso deixar de sentir uma enorme piedade por estes rapazes, sem estrutura, sem apoio quase nenhum e sem quem lhes ensinasse valores. Por outro lado, nada garante que a pena que lhe foi aplicada faça o que seria essencial: educá-lo e prepará-lo para ser uma pessoa à séria. Sem isso, a pena de pouco lhe servirá. Se eu sou o que sou, devo-o aos meus pais e a todos os adultos que, no papel de formadores, tive a sorte de encontrar ao longo da vida. Estes rapazes, se calhar, não tiveram a mesma sorte.

02 setembro 2008

E, posto desta forma...

... sou uma pessoa feliz!

As pessoas felizes têm uma personalidade virada para o exterior, são activas, têm expectativas e aspirações da vida baixas e razoáveis, um pensamento optimista e positivo, planificam e organizam bem a vida diária, eliminam problemas negativos, estão mais orientadas para o aqui e agora, e valorizam a felicidade. As pessoas felizes têm uma vida social rica e satisfatória, têm um bom controlo das suas emoções e do seu humor e têm a capacidade de continuar em frente, quer quando as coisas correm bem, quer quando correm mal.


José Luís Pais Ribeiro, psicólogo e professor da Universidade do Porto, em entrevista a Paula Torres de Carvalho, in Público, edição impressa de hoje.

29 agosto 2008

Obama

Vi o discurso de aceitação de nomeação do Barack Obama. Sou fã dele. Tenho acompanhado a campanha e tenho a certeza que votaria Obama. Não é só porque o senhor é um charme (que é!) :D É pela força, pela capacidade de inspirar, pela fé. Pela mudança e pelo optimismo. Pelas ideias.

Discurso disponível no site da CNN: 1ª parte e 2ª parte.

20 agosto 2008

Ainda não me cansei




Love is noise - The Verve

07 agosto 2008

indecisão




Per7ume - Intervalo

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes
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Já ouvi esta canção um monte de vezes. Ainda não decidi se gosto dela ou não. Sei o que me encanta, sei o que me desagrada. Não há balanço à vista.

Museus à noite

A iniciativa integra-se no Festival dos Oceanos e terá pelo menos 9 museus abertos hoje e na próxima quinta-feira: Panteão Nacional, Pavilhão do Conhecimento, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu da Electricidade, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Berardo, Museu Nacional de Arqueologia, Museu da Marioneta e Museu dos Coches. A dificuldade está na escolha!

06 agosto 2008

Where does the good go



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Where Does The Good Go - Tegan & Sara

Where do you go with your broken heart in tow
What do you do with the left over you
And how do you know, when to let go
Where does the good go, where does the good go
Look me in the eye and tell me you don't find me attractive
Look me in the heart and tell me you won't go
Look me in the eye and promise no love's like our love
Look me in the heart and unbreak broken, it won't happen
It's love that leaves and breaks the seal of always thinking you would be
Real, happy and healthy, strong and calm, where does the good go
Where does the good go
Where do you go when you're in love and the world knows
How do you live so happily while I am sad and broken down
What do you say it's up for grabs now that you're on your way down
Where does the good go, where does the good go

Estou viciada na banda sonora da Anatomia de Grey. Esta é das minhas preferidas.

Soou muito bem

Derek: I was a jerk. sometimes boyfriends can be jerks... It doesn't mean you stop talking to them... You get that I'm saying I'm sorry, right?
Meredith: You yelled at me for no reason, and you walked away, and now you show up here.
Derek: Of course I showed up. Why wouldn't I? You don't trust me?
Meredith: I do.
Derek: Well, this is how it works. You fight sometimes, and somebody apologizes.
Meredith: Well, how am I supposed to do that?
Derek: You've never done this before.
Meredith: No, I've never done this before.
Derek: Hmm... Okay... Alright... Well, this is... From now on you can expect, that I'm gonna show up. Even if I yell, even if you yell. I'm always gonna show up. Okay?
Meredith: Okay.

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É por estas e por outras que ADORO a Anatomia de Grey.

Conversa de circunstância

Ela (colega de escola, daquelas que não se destacavam por nada)
- Borbie, já não te via há tanto tempo! Estás mais forte...!
Borbie afivela o sorriso amarelo e responde uma banalidade qualquer. Numa realidade paralela, deveria ter respondido:
- X, estás na mesma: feia, mal-jeitosa, gorda e, para cúmulo, chatíssima!

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Nos últimos tempos apercebi-me que a maioria das pessoas da categoria «não totalmente estranhos, mas indiferentes» (leia-se conhecidos dos meus pais, vizinhos, colegas de escola, empregada do café da esquina e por aí) com quem cruzo por acaso, tendem a fazer conversa mole. Falam do aspecto físico, perguntam pelo casamento, os filhos, o curso, a profissão. Criticam o governo, o aumento do custo de vida e os transportes públicos. Queixam-se disto e daquilo. Têm opiniões e emitem-nas como se o silêncio fosse mais difícil de suportar do que a conversa.
Pessoalmente, não tenho dificuldades em gerir o silêncio e sou adepta de não dizer nada, se não tenho nada para dizer ou vontade de o fazer. Na maior parte dos casos, sei que se respondesse com mais do que «pois» à maior parte das coisas que ouço, geraria debates que não me apetecem com pessoas que creio não terem a capacidade de os sustentar. Estou a ser má? Talvez. Mas não estou a falhar por muito neste retrato da realidade.

Resta-me aferir se neste meu pois-ismo há mais de diplomacia ou de cobardia e comodismo.

05 agosto 2008

O Adão lenhador

É o protagonista de um anúncio de rádio que me fez voltar a ter fé na existência de anúncios giros :) O anúncio, engraçadíssimo, pertence à campanha de adesão ao extracto digital do BES, o qual promete plantar uma árvore por cada cliente que adira. De acordo com a Meios & Publicidade, a campanha já rendeu a plantação de 14 mil árvores.

(Adão)
Eu era lenhador, vivia bem
a mãe-Natureza não era minha mãe

(Coro)
Ele era lenhador, vivia bem
a mãe-Natureza não era sua mãe

(Adão)
Cortava umas árvores
Tinha extracto bancário em papel e em sossego
Agora tenho extracto digital
E plantar árvores é o meu emprego

(Coro)
Cortava umas árvores
Tinha extracto bancário em papel e em sossego
Agora tem extracto digital
E plantar árvores é o seu emprego

31 julho 2008

Lembram-se?


O post anterior trouxe-me gratas memórias, que não resisti a partilhar: um dos presentes que mais gostei de receber foi uma bandeira igualzinha a esta que, durante ANOS, esteve pendurada em lugar de destaque no meu quarto.

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Este é um post dirigido :) As pessoas a quem se dirige vão dar por ela!

E posto assim, nem parece nada de bom




Love Kills - Freddie Mercury

Love don't give no compensation
love don't pay no bills.
Love don't give no indication
love just won't stand still.
Love kills
drills you through your heart

Love kills
scars you from the start.
It's just a living pastime
ruling your heart line
stay for a lifetime.
Won't let you go 'cause love
love
love won't leave you alone.

Love don't take no resenvation
love is no square deal.
Hey
love don't give no justification
strikes like cold steel.
Love kills
drills you through your heart

Love kills
scars you from the start.
It's just a living pastime burning your lifeline

Gives you a hard time

Won't let you go 'cause love
love
love won`t leave you alone.
Hey
love can play with your emotions
open invitations to your heart.
Hey
love kills. Play with your emotions
open invitations to your heart

To your heart
to your heart
love kills.
Love kills
hey
hey
love kills
love kills
love kills
love kills.
Love can play with your emotions
open invitations.
Love kills
hey
drills you through your heart.
Love kills
scars you from the start.
It's just a living pastime
ruling your heart line
won't let you go.
Love kills
hey
drills you through your heart

Love kills
tears you right apart.
It won't let go
it won't let go
love kills
yeah
yeah.

De mim


Caprichosa. Exigente. Mimada. Cheia da mania.

Sou eu, sim! E...? Não sou só virtudes!

30 julho 2008

ocultices ou mudança de carreira à vista

Eu tenho um fascínio por bruxas de vão-de-escadas e demais funcionárias do oculto. Até já disse que quando for grande hei-de mudar de carreira! Com o meu tonzinho bronzeado e algo exótico, acho que basta arranjar um sotaque arrevezado, roupas étnicas, uns incensos e tenho a carreira no bom caminho. Ainda não decidi se vou escolher as cartas, as conchas, os búzios, as borras do café, as entranhas das aves ou a clássica bola de cristal, mas até acho que isso é mais ou menos secundário. O essencial é ter um ar misterioso q.b., dizer algumas coisas mais ou menos incompreensíveis mas com ar very deep shit e fazer umas pausas com ar grave, olhando para o objecto divinatório. Depois, algum senso comum, um punhado de frases feitas, um ar conpungido para usar nas partes em que os clientes contam as suas mágoas e meia-dúzia de conselhos do arco-da-velha são quanto basta para ter o sucesso garantido!

Isto ocorreu-me novamente depois de ler esta pérola.

Uma comédia sexual numa noite de verão

ou A Midsummer Night's Sex Comedy, no original. Fui ver a projecção deste filme na Fábrica de Braço de Prata na semana passada. Confesso que estava mais interessada na fábrica do que no filme, mas ainda assim gostei bastante. É uma comédia despretensiosa, com alguns momentos meio tontos - algo que associo a Woody Allen, com quem sempre embirrei por causa do seu eterno ar de ... tonto!
Até admito que o senhor possa ser um pequeno génio :) Afinal de contas, só vi dois filmes dele, contando com este. E garanto que é mesmo porque embirro com o ar dele.

lição de qualquer coisa



Mat Kearney - Breathe In Breathe Out

Breathe in
Breathe out
Tell me all of your doubts
Everybody bleeds this way
Just the same
Breathe in
Breathe out
Move on and break down
If everyone goes away
I will stay

We push and pull
And I fall down sometimes
I'm not letting go
You hold the other line

Cause there is a light
In your eyes
In your eyes

Hold on
Hold tight
If I'm out of your sight
And everything keeps moving on
Moving on
Hold on
Hold tight
Make it through another night
Everyday, there comes a song
With the dawn

We push and pull
And I fall down sometimes
But I'm not letting go
You hold the other line

Cause there is a light
In your eyes
In your eyes
There is a light
In your eyes
In your eyes

Breathe in
And breathe out
Breath in
And breathe out
Breathe in
And breathe out
Breathe in
And breathe out

Look left
Look right
To the moon
And the night
Everything under the stars
Is in your arms

Cause there is a light
In your eyes
In your eyes
There is a light
In your eyes
In your eyes
There is a light
In your eyes
In your eyes
There is a light
In your eyes
In your eyes

_________

Andava à procura desta canção há uns dias. É a que toca no fundo do anúncio da 3ª série da Anatomia de Grey, na 2, ao mesmo tempo que uma voz off vai dizendo qualquer coisa como «quando se lida com a vida e a morte, os sentimentos mais fortes vêm ao de cima».
Pessoalmente, não sei se será preciso tanto para se discernir o que vale a pena e o que não vale. Tenho fé no amor, na capacidade analítica, na coragem para tomar decisões difíceis e para saber viver com as suas consequências.

29 julho 2008

lição de anatomia



Snow Patrol, Chasing cars

We'll do it all
Everything
On our own

We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?


I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
that's bursting into life

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads

I need your grace
To remind me
To find my own

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
that's bursting into life

All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes,
they're all I can see

I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things
will never change for us at all

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?

__________

E quando toca uma destas músicas da OST da Anatomia de Grey, imagina-se uma personagem, triste, a chorar, de frente para uma janela, observando a chuva. Pode ser a Meredith, a Cristina, a Izzie, até a Bailey ou a Addison. Entra outra personagem, provavelmente o George, que lhe coloca a mão no ombro e não diz nada.
O poço. Solidariedade. Sem críticas nem juízos de valor. Porque cada um sabe de si.

Teardrop





Teardrop, Massive Attack

Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Nine night of matter
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Black flowers blossom
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Water is my eye
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Fearless on my breath
Most faithful mirror
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Stumbling a little
Stumbling a little

25 julho 2008

Tópicos do «poço»

  • A auto-comiseração e a auto-flagelação são simultaneamente a maior sedução do «poço» e a sua perdição: há limites para tudo.
  • O ócio fomenta a atracção pelo «poço»: é um ciclo autofágico, no qual não ter nada com que ocupar a cabeça nos permite pensar parvoíces que, por sua vez, se reproduzem em série e em escala.
  • A única coisa que NÃO SE PODE levar para o «poço» é uma pá, senão nunca mais de lá se sai. De resto, vale tudo: músicas e séries a rigor, chocolates, mantinha.
  • Um espelho é essencial para não esquecer quem se é, por muito que se chafurde.

Os meus amigos talentosos

Um amigo mandou-me há dias, um lindíssimo poema seu. Pedi-lhe que o publicasse no seu blog, para que eu pudesse referi-lo, mas o que me apetece agora é publicá-lo integralmente :)
________

Arrastão

Meu amor, as coisas que lembramos quando bate a insónia
Apareces sempre sem avisar
Ontem quem não avisou fui eu
Cheguei e como sempre estavas lá
Na casa da memória és dono, eu sou visita
Gostei de ver-te, inclusive de saber que estás bem e feliz
Desculpa por atrapalhar a tua vida,
Em obrigar-te a te lembrares de mim nas minhas próprias lembranças
E justamente do modo como eu lembro de nós.
Não é perseguição, embora pareça
Mas o amor não evapora
O amor não é singular como dizem.
Não é traição, embora pareça
Mas a paixão foge, e há dias que visita-nos sem avisar
Ela é pior que arrastão, tenho de confessar
Ela ainda está cá, e tu também.
Não sei quem vai embora primeiro,
Mas sei quem virá para me reanimar.

Mitos


24 julho 2008

Mais que isso



Ana Carolina

Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma música que eu gostei e botei numa fita
Eu não vou gostar de você porque você acredita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser dita

Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora
inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento e você cobra
Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero
O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora pára

Será que é tão difícil aceitar o amor como é
E deixar que ele vá e nos leve pra todo lugar
Como aqui

Será melhor deixar essa nuvem passar
E você vai saber de onde vim, aonde vou
E que eu estou aqui

23 julho 2008

A mais tocada


Brandi Carlile - The Story
__________

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

22 julho 2008

The long road




Pearl Jam com alguém que ainda não consegui identificar... aceito indicações!

Pretérito perfeito

Há dias em que te sinto a falta.

Falta-me o teu cheiro, a tua cor, a tua gargalhada. Sobra-me o espaço ocupado pelo teu corpo, o silêncio e o frio na pele descolada da tua. Faltam-me os sonhos que levaste contigo.

Lembro-me da última conversa, demorada, dolorosa, falso-leve. Desejos mútuos de felicidades. Promessas de amizade. Tudo vazio.

Recordo os risos, o toque, o coração a pulsar na garganta e uma alegria desmedida a circular-me nas veias. Olhos brilhantes. Borboletas no estômago e pernas a tremer ligeiramente. Mãos e bocas ávidas. Pretérito perfeito.

Conto horas impossíveis para te voltar a ter. Regressas-me em sonhos. Vejo o teu rosto nos anónimos que passam por mim. Sinto o teu perfume no ar.

És uma pedra no meu sapato. Vou descalçar-me e sacudir-te.

21 julho 2008

A rádio está de volta

Está de volta à minha vida, pelo menos :) Sintonizei 10 estações no meu leitor MP3, que vão da Radar à RDP África, passando pela Best Rock, RFM, Comercial, Cidade FM, Mega FM, Oxigénio, M80 e Antena 3. Faltam-me as dos relatos de futebol, mas deixo isso para outras marés. Ecletismo? Sim, algum: navego das músicas de sempre àquelas nunca ouvidas. Preciso de ter por onde escolher e fugir dos anúncios maus :)

17 julho 2008

Crónicas do apartamento X

Partiu-se a estante da sala da casa da Borbie. Diagnóstico: excesso de peso livresco. Lá ando eu a procurar uma estante. Aproveito para ver se compro um móvel qualquer que aumente o espaço para arrumar roupa e roupa de casa.
Nestas alturas, desejo sempre que as coisas aparecessem feitas: móveis perfeitos, escolhidos, transportados, montados e cheios/arrumados por umas quaisquer mãos de fada prestimosas e ultra-rápidas, que me poupassem a estas tarefas. Não só não percebo pevide de móveis, como não tenho grande interesse.
Ontem vi uma catrefada de lojas e não encontrei nada que me deixasse aos saltos. Quer dizer, vi, mas não eram móveis, eram molduras e candeeiros e caixas pequenas: tudo coisas que só vale a pena comprar depois de arrumar as coisas grandes. A ideia de ir ao IKEA não me encanta sobremaneira, mas é o próximo passo.
Material para mais crónicas à vista! Avizinha-se a segunda etapa daquilo que, na minha cabeça, parecem quase «obras em casa» :)

16 julho 2008

concorrentes maravilha

Os acontecimentos que relato a seguir tiveram lugar na edição do concurso «Sabe mais que um miúdo de 10 anos?» transmitida ontem. No geral, parece-me que a qualidade dos concorrentes é discutível, pelo menos. A da concorrente que vi ontem é... indescritível!
A concorrente estava na segunda questão, com um nível correspondente ao 1º ano do ensino básico. Era-lhe pedido que indicasse qual a letra que se segue ao W, no alfabeto. A concorrente disse estar hesitante entre o U e o V. Mas o mais interessante (e o mais cómico) nem foi isso: ao debitar o alfabeto, a concorrente hesitou na letra L e disse que achava que o Y se lhe seguia!
Outro momento hilariante: a pergunta era «Qual é o outro nome por que é conhecido o ponto cardeal oeste?». A concorrente pensa e responde «Sudoeste». A transmissão ficou neste ponto, o que quer dizer que hoje há mais: ou o parceiro desta concorrente escreveu a resposta certa e ela é «salva», ou então vai para casa. Se assim for, perdem-se mais algumas gargalhadas.

15 julho 2008

Onde páram os anúncios giros na rádio?

Adorava ouvir rádio. Nos últimos anos, quase não ouço. Culpa dos leitores de MP3, que me habituaram a música sem anúncios. Mas também... quem pára a ouvir os anúncios da rádio hoje em dia, ou finge que nem ouve, ou ganha vontade de dar um tiro em alguma coisa (isto dos tiros está na moda agora!).
Deu-me para ouvir a Comercial. Desliguei depois de duas ou três repetições do anúncio da Depuralina, mau até dizer chega, com referências às impurezas que se guardam nos intestinos e não sei mais o quê e que nos fazem mais volumosos do que somos.
Sou do tempo do anúncios giros na rádio. Com jingles giros, como o do coppertone: «Já estás pronto para o sol, já estás pronto para o verão».

Evasões. Urgente!


Se não posso fugir da cidade, das pessoas com ar de «oh pra mim que vou de férias», do calor e do verão, ao menos TENHO DE fugir da monotonia, da modorra, das conversas sem assunto nenhum. Mergulho cheia de ganas nos livros, na expectativa de que me ajudem a espantar o mau-feitio latente.

08 julho 2008

Girl Power reeditado




Aliás, reciclado ou recauchutado, visto que as meninas estão de volta. Mais de dez anos depois da sua edição, esta canção tornou-se um clássico. Boa para dar um pontapé nas parvoíces que me toldam a cabeça. O vídeo, por outro lado, não ganhou nada com a passagem dos anos. não se pode querer tudo.

triplicar de calções tufados

Adoro este anúncio! Gostei muito da campanha do Natal; não gostei tanto da campanha da Páscoa, mas esta... ESTÁ GENIAL! A dança é linda, o pormenor dos chinelos é engraçado, mas fantásticos mesmo são os calções tufados. E triplicar, claro :) Para quem fala o que eu falo ao telemóvel, saldo extra dá SEMPRE jeito!



07 julho 2008

Mariza e Tito Paris

Esta canção é a minha preferida do novo CD da Mariza: um dueto com Tito Paris, intitulado Beijo de Saudade. Aqui, cantada ao vivo, em Santarém, no concerto de abertura da tournée.


24 junho 2008

O passarinho

Ontem caiu uma cria de pássaro de um ninho localizado à porta do meu local de trabalho. É tão pequeno que não conseguimos determinar a espécie, tem os olhos fechados e pia baixinho. Dá pena, é verdade... mas não há nada a fazer.
A minha colega não pensa como eu e decidiu apanhá-lo, não para que ele não morresse, dado que a probabilidade de salvá-lo é remota, mas para que morresse uma «morte digna, sem as formigas a picá-lo». Alimenta-o a pão, com uma pinça, e dá-lhe pingos de água. Deixou-o cá durante a noite, dentro de um cinzeiro revestido a papel higiénico e po-lo ao sol há pouco, porque o bicho tem frio.
Isto está a deixar-me doida porque, se por um lado tenho pena do bicho, por outro acho que a Natureza tem as suas leis e se o bicho caiu, deixá-lo morrer depressa, em vez de prolongar uma vida que não vingará de qualquer forma.
Se isto me torna desumana, pois seja. O que não percebo é esta humanidade feita de adiar o inevitável. Se por acaso o bicho viver mais uns dias, até ao fim-de-semana, o que é que lhe vai fazer? Levá-lo para casa? Duvido. E se por um acaso ainda maior ele sobreviver mesmo, quem é que o ensina a voar? Ninguém. Então não era melhor não meter o bedelho no assunto?

14h11: O pássaro morreu, como seria de esperar. A Natureza tarda mas não falha.

23 junho 2008

Elogio do dia :)

«Se eu fosse ao quem quer ser milionário, tu serias de certeza uma das minhas ajudas do telefone!»

Calíope

19 junho 2008

Museu do Ar

O meu namorado é maluquinho por aviões, e levou-me ao Museu do Ar, em Alverca, no último fim-de-semana. Saí de lá encantada! o Museu tem um espólio enorme, entre aviões e helicópteros, réplicas de aviões, peças, miniaturas, desenhos, fotografias, medalhas, equipamento e fardas.
Do que eu gostei mesmo foi das primeiras «coisas» voadoras. Talvez não sejam bem aviões, se comparados com os aparelhos muitíssimo complexos dos dias de hoje, mas são muito mais do que isso, se pensarmos na dose de engenho necessária para os planear e construir e na enorme coragem e ambição de quem os pilotou.
  • O Demoiselle XX, de Santos Dumont, do qual o museu tem uma réplica, tem um assento de palhinha, sem encosto nem cinto de segurança: parece um conjunto de canas, tela e cabos, onde ninguém no seu perfeito juízo de sentaria :)
  • O Blériot XI já tem uma espécie de cabine e cinto de segurança, mas o resto parece pouco mais sólido do que no modelo anterior. A grande piada que achei a este modelo foi o facto de ele ter uma cadeira de sala/escritório, artilhada com um cinto de segurança de couro, tipo colete.
  • O meu preferido! O Maurice Farman tipo MF4, que tem uma cabine ENORME, com a hélice para trás, as caninhas do costume, cabos e tela, rodas de bicicleta ou parecidas. Gostei dele por causa do seu tamanho descomunal e por um pormenor delicioso - as rodas sobressalentes vão presas de lado, por entre um labirinto de cabos, com umas correias de couro.



Imagem retirada daqui.

18 junho 2008

Vaidade

Vim trabalhar toda piruças, com o vestido-maravilha e umas sandálias que não calçava desde o ano passado e das quais tinha uma vaga recordação de... desconforto. A meio da tarde, marchei penosamente para a loja do chinês mais próxima, já calçando os sapatos de uma colega, para adquirir um belo par de... havaianas de borracha cor-de-laranja :)
UFAS!, agradeceram os meus pés; ORA BOLAS!, protestou o meu ego.

17 junho 2008

Óbidos!


(imagem retirada daqui)

Fomos de fim-de-semana para Óbidos. Foi muito bom! A vila é encantadora: nota-se a preocupação constante de preservar o património edificado, permitindo que o turista se sinta numa mini viagem no tempo. Em cada canto há coisas interessantes para espreitar. E há a programação cultural: vimos um espectáculo de dança contemporânea, numa praça da vila. Ficámos numa casa maravilhosa, de turismo rural, mesmo à entrada do castelo. Bebemos ginjinha :) Ficou para outra ocasião, a prova da ginjinha em copo de chocolate... como se fossem precisos motivos para regressar!

16 junho 2008

Optimismo


Age como um optimista mas pensa com um pessimista.


__________

Esta frase foi-me «vendida» como original de Vergílio Ferreira, cuja obra desconheço. Supostamente, retrata a forma como vivo e penso. Não sei se sou pessimista, mas sei que vejo todos os ângulos das questões. Não sei se sou optimista, mas não consigo levar a vida trombuda e acredito que, se sorrirmos à vida, ela sorri de volta... mais cedo ou mais tarde.

11 junho 2008

Vambora?

Saber lidar com as nossas expectativas e com as expectativas alheias é muito difícil. Custa um bocado perceber que esperem de nós coisas que não conseguimos fazer, por não termos capacidade de operar milagres. Custa muito perceber que determinado sonho, acalentado com tanto zelo não se realizará, por muito improvável que ele fosse à partida. E nem sonhar é assim tão fácil porque implica, em certa medida, capacidade de acreditar em projecções.

Pedir é fácil. Esperar que outras pessoas façam aquilo que não sabemos ou não podemos fazer, também. Difícil é construir, saber mudar, não esperar milagres e fazer projecções realistas. Afinal de contas, não há magias nem fadas com varinhas de condão que nos valham naquela que é a tarefa mais complicada: ser adulto e consequente!

________

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

________

Adriana Calcanhotto - Vambora

09 junho 2008

bom português

Acho que falo e escrevo correctamente. Acha o mesmo que eu? Vamos testá-l@!
Qual das seguintes palavras é sinónimo de «calhamaço, livro grande e antigo, alfarrábio»?
  1. Catrapácio
  2. Cartapácio
Se escolheu a hipótese 1, enganou-se, como eu :) Não sendo uma palavra que utilize, optei por essa expressão por associação ao termo catrapázio que ouvia nos meus tempos de estudo, usado como sinónimo de calhamaço e que, por acaso, nem existe. O termo correcto é CARTAPÁCIO, do vocábulo latino chartapaciu e que significa as expressões acima registadas :)
Apanhei esta pérola de manhã, enquanto me vestia, ao ver o Bom dia Portugal. Não resisti a publicar: é que, pela primeira vez, eu falhei a resposta correcta!
Assim se fala em bom português :D

05 junho 2008

1, 2, 3 soleils

1, 2, 3 soleils é o nome de um dos meus CDs preferidos. É o registo de um concerto de 1998, que juntou Cheb Khaled, Faudel e Rachid Taha em Bercy. Em Portugal, só apareceu a versão compacta do concerto, com um disco, mas há uma versão completa, de dois discos. Um som diferente, que mistura as raízes árabes dos vários intérpretes com influências europeias. MUITO BOM!

Esta canção chama-se Abdel Kader e tem um ritmo incrível para começar a bulir de manhã cedo :)

04 junho 2008

preciso de uma dupla!

Preciso de uma cópia de mim, que fique cá a bulir enquanto eu me piro para o Festival Músicas do Mundo. São só 10 dias :) Não será sacrifício nenhum, que eu até tenho uma vidinha porreira e interessante! Dou alojamento, não exijo que faça limpezas ou qualquer tarefa aborrecida, desde que alimente os periquitos e regue a planta. Se lhe servir de incentivo, aproveito para informar que nunca lá fui e estou mortinha de vontade de ir :D

afinal, sou rancorosa

Nem sempre perdoo e nunca esqueço o mal que me fazem.

crise de identidade

No meu bules de sempre, sou Borbie X (o meu último nome). Uso Borbie X para tudo, desde o cartão Multibanco ao cartão da Fnac, passando pelos cartõezinhos de visita e pelo nome que aparece em todas as minhas caixas de correio electrónico.
No bules novo, virei Borbie Y (o meu apelido materno). As pessoas referem-se a mim como Borbie Y, para me distinguir de uma colega com o mesmo nome próprio; o meu endereço de correio electrónico novo é borbie.y@bulesnovo.pt; se vier a ter cartões, aposto que me apresentarão com o meu novo nome.
Já fui Borbie Y, num passado muito distante: quando entrei para a escola primária, a professora ensinou-nos a escrever o primeiro nome e o apelido mais curto. No meu caso, o meu apelido materno é o mais curto. Usei esse nome até entrar para a escola C+S, onde passei a Borbie X, nome que usei nas cerca de duas décadas seguintes.
Estou em plena crise de identidade, é o que é :D

03 junho 2008

A dormir!

Mudei de horário no bules de sempre e arranjei um bules novo, para me entreter :)
Agora entro às 8h. Os colegas não estão habituados a ver-me no estaminé a essas horas, por isso estranham. Eis um excerto do diálogo travado esta manhã, com a Senhora B.
Senhora B: Bom dia! por cá a estas horas?
Borboleta: Bom dia! É verdade. Mudei de horário!
Senhora B: Vinhas neste autocarro?
Borboleta: Vinha, vinha.
Senhora B: Ai, eu não te vi...
Borboleta: Vinha a dormir!
Senhora B (ofendida): Não vinha, não! Eu estou acordada desde as 4 da manhã.
Borboleta: Ó Senhora B., quem vinha a dormir era eu!

29 maio 2008

Renascer?

(Descobriu que) os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as suas mães os dão à luz, mas que a vida os obriga uma e outra vez a parirem-se a si mesmos.

Gabriel García Marquéz, O Amor em Tempos de Cólera, adaptado

Em muitos casos, este renascer até poderia ser sinónimo de regredir :) Ou não. Os abanões da vida são momentos de avaliação: através deles descobrimos força e maturidade que julgamos não ter e conhecemos as nossas outras dimensões. Não há nada como um abanão para nos mostrar a fibra de que somos feitos. A cada embate, crescemos e reinventamo-nos, porque essa é a melhor forma de ultrapassar as crises.

23 maio 2008

cheira a fatalismo!

«Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer. Mas caso aconteça duas vezes, certamente acontecerá uma terceira.»

In As Valquírias, Paulo Coelho

Isto é o clássico «não há duas, sem três» um bocadinho mais elaborado. Não gosto de fatalismos. Detesto a ideia de ter uma espada pendente sobre a minha cabeça. Aterroriza-me não poder escolher. Se há coisas que voltaria a repetir com gosto, há outras das quais fugiria a sete pés, se pudesse e/ou tivesse o discernimento necessário para tal.

memórias douradas

«Era ainda demasiado jovem para saber que a memória do coração elimina as más recordações e exalta as boas e que, graças a esse artifício, conseguimos suportar o passado»

In O Amor em Tempos de Cólera, Gabriel García Márquez

19 maio 2008

Poderosa!



Titiriti - Calo Pascoal
O video é manhoso, mas a música é do power! Obrigada à caju, que me mandou o endereço :)

15 maio 2008

crescimento natural negativo

É o termo técnico para dizer que, no ano de 2007 morreu mais gente do que aquela que nasceu. Globalmente, nasceu menos gente que no ano anterior. Menos 3000 e tal bebés. Ao mesmo tempo, aumenta a esperança média de vida da população, o que significa que a população envelhece e há cada vez menos população activa para sustentar o sistema de segurança social. Lindo panorama.
No meio de tudo isto, os apoios à natalidade continuam ao nível de gotas de água no oceano. A precariedade no emprego também não ajuda, entre os estágios disto e daquilo, os contratos a prazo, os falsos recibos verdes e outras situações manhosas. Ainda há mulheres cujos contratos não são renovados se estiverem grávidas; conjugar vida familiar e carreira continua a ser complicado; as creches escasseiam e são caras; tudo o que seja «infantil» é dispendioso, dos leites às fraldas, roupas e acessórios. A isto acrescem as dificuldades com a aquisição de casa e carro e sua manutenção.
Ter um filho, actualmente, é um investimento quase impossível de fazer, mesmo descontando o investimento emocional na relação com o pai, o casório ou qualquer outra coisa do género :) Se multiplicarmos o investimento por dois descendentes, é uma festa ou uma missão impossível, dependendo da perspectiva! É que, estatisticamente, a substituição natural da população só se faz se cada mulher tiver dois filhos (o valor estatístico é 2,1 - eu é que arredondei!)...

Encantadora



Mayra Andrade - Regasu

14 maio 2008

Levavam todos um pontapé, se vos apanhasse a jeito!

O primeiro-ministro foi para a Venezuela, levou uns colegas de Gabinete e mais uns empresários e jornalistas. Fretou um avião da TAP e fumou lá dentro, com alguns membros da comitiva da visita oficial. Grande escândalo, manchete no Público, centenas de comentários no site do jornal... um Carnaval! Parecia-me um fait-divers transformado em notícia, independentemente da transgressão à lei; afinal de contas, transgredir transgredimos todos, a esta ou a outra lei e ninguém morre por isso. E o argumento de que o senhor devia dar o exemplo não colhe aqui para os meus lados, porque eu gosto de decidir quais as pessoas que me servem de modelo de comportamento.
Ficávamos por aqui, se o PM não tivesse decidido pedir desculpas, dizendo que não sabia que não se podia fumar dentro do avião(!) e que até tinha decido deixar de fumar, na sequência deste episódio lamentável.
Lamentável é transformar factozinhos em notícias; lamentável é a perda de tempo a comentar o comportamento do PM; lamentável é verificar que o PM se verga ao peso de uma opinião pública pseudo-chocada com a transgressão e que por isso faz um mea culpa público.
Haja paciência para tanta parvoíce!

Arrebatadora



BUIKA, mi niña Lola

07 maio 2008

Números do horror

17 mulheres mortas, só em 2008.
Vítimas de violência «passional», cometida pelos namorados, maridos ou ex-qualquer coisa, com um aumento significativo de vítimas nas camadas etárias mais jovens (20-25 anos). Estes dados foram noticiados pelas cadeias de televisão ontem e vêm reportados no Público (edição impressa) e no JN, quando a Assembleia da República debate a violência doméstica e a eficácia das leis.
Li no JN um pedaço deste horror: um homem da zona de Coimbra foi constituído arguído por se suspeitar que terá matado a namorada, tendo em seguida simulado um incêndio no seu automóvel, e indo para casa dormir, enquanto ela lá ficava, a arder.
Em que espécie de país de bárbaros costumes vivemos nós?

05 maio 2008

É oficial! sou fã!




Cada vez mais gosto dele. E sei que só agora levantei o véu à sua obra! Esta canção chama-se Às vezes o amor e faz parte do último CD de originais de Sérgio Godinho, Ligação Directa. Descobri-a no fantástico Nove e Meia no Maria Matos. É caso para dizer Primeiro estranha-se, depois entranha-se!

Números mágicos

2 dias
993 superfícies comerciais
17700 voluntários
1702 toneladas de alimentos recolhidos

Prova de que todos podemos ajudar, dando um pouco, fazendo alguma coisa, mobilizando vontades. Porque mudar o Mundo está ao alcance de todos!

30 abril 2008

Espectáculo

O Grilo trouxe-me o excelente Nove e Meia no Maria Matos, de Sérgio Godinho. Tenho uma relação complicada com este cantor. A seco, acho sempre que não gosto muito dele, mas a verdade é que quando o ouço descubro-lhe sempre novos encantos. Esta é uma das minhas canções preferidas. É o lado alegre do amor, o que nos desafia a ser felizes. Muito bom!



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Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar

Quando
tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabeça ao sol
ao sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce peça cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar

Quando

tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado
desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar

E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz destoutra ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta

Ensaio sobre o amor

Desde meio do mês que pretendo escrever este post. Por vários motivos, adiei. Para começar, porque o tema surgiu a propósito de um episódio da Anatomia de Grey, episódio esse que se prolongou por 3 partes, a última das quais transmitida esta noite. Depois, porque fui reflectindo na arrogância daquilo que classificamos como comportamentos correctos e na facilidade que temos em julgar os outros, como se fôssemos donos da verdade.
A verdade. Já escrevi sobre a verdade algumas vezes, pelo que não me vou alongar muito sobre ela. A verdade é relativa; em nome das nossas verdades, julgamos saber tudo e achamo-nos muitas vezes dotados do poder de apontar o dedo e atirar pedras a outros que não pensam como nós nem agem como nós achamos que agiríamos se estivéssemos no seu lugar. Fazemos futurologia e atiramos palpites com demasiada facilidade, esquecendo que somos sempre mais permissivos connosco.
O amor. Também já escrevi sobre o amor. O amor torna-nos diferentes: capazes de abraçar este mundo e o outro, quando corre bem; capazes de virar o universo, quando corre mal. Salvo raras excepções, poucos de nós vivem o amor maioritariamente altruísta, despojado de sentimentos menores lá pelo meio. Fazemos, em nome do amor, coisas que não lembram a ninguém, nem a nós, se não amássemos. Ultrapassamos limites, cruzamos fronteiras, mergulhamos em partes de nós que desconhecíamos ter. Queremos ser amados, genericamente. Somos seres gregários e precisamos de afecto. Queremos ser amados por aqueles que amamos. E quando amamos, achamos sempre que as coisas farão mais sentido se aquela pessoa estiver ao nosso lado. Com as suas virtudes (enormes) e defeitos (irrisórios), a pessoa que nos vibra uma determinada corda é a pessoa mais fantástica que existe e faremos o que for preciso para a ter e/ou conservar. Ser amado é ser especial, por isso o desejamos tanto. O brilhozinho nos olhos do outro, o reconhecimento das nossas qualidades mais secretas, o nó na garganta e as borboletas no estômago que precedem o revirar da nossa intimidade emocional e física são sensações únicas e sempre novas. Preciosas. Mágicas. Eternas.

Na Anatomia de Grey, Izzie apaixonou-se Denny, um paciente candidato a um transplante cardíaco. Por ela, por ele, pela opção de um futuro a dois, fez uma escolha questionável: fazê-lo piorar, falsear o estado dele, de forma a que ele obtivesse um coração. Conseguiu o coração. Prejudicou a sua carreira e encontrou o amor. Denny morreu, apesar de tudo. Porque, ao contrário do que sentimos quando amamos, não temos super-poderes. Podemos dar tudo de nós e ter sorte, mas podemos perder em toda a linha. Isso também faz parte do amor, por muito doloroso que seja.
Meredith ama Derek. Derek ama Meredith. Pelo meio, fica Addison, a mulher dele, que o traiu com o seu melhor amigo, como medida extrema para obter a sua atenção. Por dever, por fé, por algum amor, Derek decidiu ficar com Addison, mesmo amando Meredith. O problema é que as escolhas nem sempre são fáceis de gerir, sobretudo quando a opção que preterimos está ali tão a jeito, lembrando-nos que poderíamos estar numa situação diferente. As maldades que nos fazemos e fazemos àqueles que amamos deixam cicatrizes. A culpa pesa toneladas. E o amor pode ter mais de um rosto em simultâneo, sim. O truque é assumir uma decisão, sem olhar para trás, porque a contemplação do passado rouba-nos o presente e a oportunidade de futuro.
Cristina ama Burke e é amada por ele. Mas não sabe lidar com a ligação a outra pessoa, porque acredita que terá de prescindir de si. Quando Burke é ferido e a sua vida e carreira correm perigo, Cristina foge, acreditando que, dessa forma, se preservará da dor. Só o carácter definitivo da perda de Izzie a faz entender que ter um amor com sequelas e desafios é preferível a não o ter de forma nenhuma.

Ao fim e ao cabo, o amor é uma experiência, com toda a sorte de imponderáveis. Educativo, surpreendente, desafiante, às vezes penoso: o amor é tudo isso e muito mais. Podemos escolher como queremos vivê-lo e decidir onde são os nossos limites. Podemos fugir dele, mas não podemos fingir que não existe. E diante dele, devemos ter a humildade suficiente para saber que não sabemos tudo, mesmo sobre nós, e que as circunstâncias nos levam a agir de formas estranhas e até reprováveis. Eu sou apologista de ir a jogo, sempre - se perder, que seja por muito, porque é sinal que tentei tudo e lutei até ao fim. Aquilo que deixámos de fazer por medo ou vergonha pode pesar-nos mais do que aquilo que fizemos e correu mal.

29 abril 2008

Blindness

Adaptação do «Ensaio Sobre a Cegueira», único livro do Saramago que li até ao fim, Blindness é o novo filme de Fernando Meirelles, com estreia prevista no Outono deste ano. Como adorei o livro e a adaptação a teatro, estou mortinha para ver o filme :)


Trailer disponível aqui | Blog de Fernando Meirelles sobre o filme, aqui.

E por falar em Saramago... já começou a exposição sobre o senhor (José Saramago. A consistência dos sonhos), na Galeria do rei D. Luís I, no Palácio Nacional da Ajuda. Está patente até ao final de Julho.

28 abril 2008

pérola do dia

O que nos distingue não é a quantidade de insucessos que temos, é a forma como lidamos com eles.

Sim, eu sei que repetir as minhas próprias frases é um bocado pretensioso. Mas gostei tanto desta que não resisti.