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10 agosto 2009

Borbie guia



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12 esposas/namoradas/mães/zbr. 1 Borbie e 3 guias turísticos. Poderia ser a receita para a asneira? Se calhar. Mas foi divertido. E stressante e cansativo. Fiz muita coisa de que gosto mesmo e muita coisa que não fazia há muito tempo. É verdade, perdi uma esposa. Mandei o autocarro arrancar e deixei-a em Sintra. Era a esposa caladinha. (As outras deram pela falta dela e fomos lá buscá-la.)
Havia a esposa que viu um senhor carteirista em acção e o máximo que soube fazer foi agarrar-ME (não o carteirista). Havia as espertinhas, as simpáticas, as tímidas, as que tinham dificuldade com o inglês. Havia o bebé, que derreteu toda a gente. Houve pastéis de Belém, almoço com vista para o mar, oceanário, subir ao Castelo.
Decorar o nome de todas e não o trocar? Só no terceiro dia que, por acaso, foi o mesmo em que elas se foram embora. Borboletices!
Faltou o tempo para a Periquita e os travesseiros, o Castelo dos Mouros e a espreitadela à cidade a partir de Santa Engrácia. Não andámos no 28E até ao melhor bolo de chocolate do mundo, mas fomos ao Chiado e vimos Lisboa a partir do miradouro da Senhora do Monte, que neste momento é provavelmente o meu preferido.

07 agosto 2008

Museus à noite

A iniciativa integra-se no Festival dos Oceanos e terá pelo menos 9 museus abertos hoje e na próxima quinta-feira: Panteão Nacional, Pavilhão do Conhecimento, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu da Electricidade, Mosteiro dos Jerónimos, Museu Berardo, Museu Nacional de Arqueologia, Museu da Marioneta e Museu dos Coches. A dificuldade está na escolha!

19 junho 2008

Museu do Ar

O meu namorado é maluquinho por aviões, e levou-me ao Museu do Ar, em Alverca, no último fim-de-semana. Saí de lá encantada! o Museu tem um espólio enorme, entre aviões e helicópteros, réplicas de aviões, peças, miniaturas, desenhos, fotografias, medalhas, equipamento e fardas.
Do que eu gostei mesmo foi das primeiras «coisas» voadoras. Talvez não sejam bem aviões, se comparados com os aparelhos muitíssimo complexos dos dias de hoje, mas são muito mais do que isso, se pensarmos na dose de engenho necessária para os planear e construir e na enorme coragem e ambição de quem os pilotou.
  • O Demoiselle XX, de Santos Dumont, do qual o museu tem uma réplica, tem um assento de palhinha, sem encosto nem cinto de segurança: parece um conjunto de canas, tela e cabos, onde ninguém no seu perfeito juízo de sentaria :)
  • O Blériot XI já tem uma espécie de cabine e cinto de segurança, mas o resto parece pouco mais sólido do que no modelo anterior. A grande piada que achei a este modelo foi o facto de ele ter uma cadeira de sala/escritório, artilhada com um cinto de segurança de couro, tipo colete.
  • O meu preferido! O Maurice Farman tipo MF4, que tem uma cabine ENORME, com a hélice para trás, as caninhas do costume, cabos e tela, rodas de bicicleta ou parecidas. Gostei dele por causa do seu tamanho descomunal e por um pormenor delicioso - as rodas sobressalentes vão presas de lado, por entre um labirinto de cabos, com umas correias de couro.



Imagem retirada daqui.

17 junho 2008

Óbidos!


(imagem retirada daqui)

Fomos de fim-de-semana para Óbidos. Foi muito bom! A vila é encantadora: nota-se a preocupação constante de preservar o património edificado, permitindo que o turista se sinta numa mini viagem no tempo. Em cada canto há coisas interessantes para espreitar. E há a programação cultural: vimos um espectáculo de dança contemporânea, numa praça da vila. Ficámos numa casa maravilhosa, de turismo rural, mesmo à entrada do castelo. Bebemos ginjinha :) Ficou para outra ocasião, a prova da ginjinha em copo de chocolate... como se fossem precisos motivos para regressar!

13 novembro 2006

Fonte da Telha

Praia cheia de gente. Família.
Som de mar. Cheiro de mar.
Bola. Encher a bola. Puxar pelo fôlego.
Baldes, pás, ancinhos, peneiras e forminhas.
Caranguejo, peixe, estrela do mar.
Conchas. Areia molhada. Bolos de areia.
Correr na areia. Areia nos pés. Molhar os pés.
Água admiravelmente tépida.
Pôr-do-sol.
Tonalidades de rosa, laranja, roxo, azul, cinzento.
O meu domingo.

sem palavras... com muita saudade.

31 outubro 2006

Pelicano


Fonte do Pelicano, Praça do Município, Braga. A minha preferida de toda a cidade.

Viagens que mudam tudo

A viagem que mudou a minha vida iniciou-se às oito e picos, na estação de Santa Apolónia, há exactamente 10 anos. Depois de ter entrado na minha sexta opção na primeira fase do acesso ao ensino superior, tinha sido admitida, na segunda fase de candidaturas, no curso que queria. A 31 de Outubro de 1996 fui conhecer a minha nova cidade e a minha nova universidade. Ainda não tinha a certeza de conseguir convencer os meus pais a permitir que estudasse fora de Lisboa. Fui reunir argumentos a meu favor.
Braga era uma cidade estranha, da qual não tinha boa impressão, recheada de igrejas e sapatarias. Não conhecia ninguém, não sabia ir a lado nenhum. Fui gentilmente escoltada por uma colega que frequentava algumas das minhas cadeiras na Universidade de Lisboa. Levou-me ao Campus de Gualtar e aos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho, para ver se podia viver na residência. Depois, fez-me um tour do centro da cidade.
Chuviscava. Havia um bocadinho de nevoeiro. A 31 de Outubro, faz-se o mercado de flores para os dias de Todos os Santos e Fiéis Defuntos, na praça do Munícipio, que veio a tornar-se uma das minhas praças preferidas da cidade. Eram crisântemos e mais crisântemos, verduras, velas, santinhos, vasos e demais parafernália, envoltos no cinzento característico dos dias de chuva bracarenses. Cor. Cheiros. Gente aos magotes. Sotaque. Surreal.
Estava aos saltos porque tinha entrado no curso que queria. Estava receosa com tanta mudança. Mudar de casa, de cidade, de curso, ficar longe de tudo o que me era familiar... Foi como ser aspirada para uma dimensão completamente nova. Uma dimensão que moldou a minha personalidade e mudou a minha forma de estar. Uma dimensão com sotaque, com as cores do Minho, com o calor dos meios mais pequenos. Saudades de Braga!

16 agosto 2006

Perspectivas de Lisboa

Santa Engrácia tem cenotáfios que parecem empadas. Santa Engrácia desafia o meu medo de alturas. Santa Engrácia tem uma vista sublime de Lisboa, do mar da palha e da outra margem. vale a pena ir lá :)

O elevador de Almada é uma alternativa ao Cristo-Rei, sobretudo quando não se sabe ao certo o caminho para este último e as setas não ajudam. As fotografias não são muito recentes, mas servem para se ter uma ideia do panorama.

18 abril 2006

Mãe d'Água

ontem queria ir a Mafra ou à Ericeira. por motivos que não vêm agora ao caso, acabei por aterrar na Mãe d'Água, o depósito de água do Aqueduto das Águas Livres, ali no jardim das Amoreiras. encontrei um espelho de água lindo, com uma cor gloriosa e aquele som inconfundível da água a pingar. conquistei um palmo de terreno ao meu medo de água funda e escura - o depósito tem uma altura respeitável e uma plataforma flutuante, na qual estive alegremente com o meu livro 1: Baía dos Tigres, do Pedro Rosa Mendes. descobri uma vista fabulosa para Lisboa, o rio, a outra margem - talvez só ultrapassada pela visão do mar da palha que se tem do telhado de Santa Engrácia.
Lisboa é uma cidade surpreendente. como boa lisboeta-de-subúrbio que sou, conheço menos do que devia... e sempre que saio à descoberta, encontro novas razões para me apaixonar pela cidade!