22 julho 2008

Pretérito perfeito

Há dias em que te sinto a falta.

Falta-me o teu cheiro, a tua cor, a tua gargalhada. Sobra-me o espaço ocupado pelo teu corpo, o silêncio e o frio na pele descolada da tua. Faltam-me os sonhos que levaste contigo.

Lembro-me da última conversa, demorada, dolorosa, falso-leve. Desejos mútuos de felicidades. Promessas de amizade. Tudo vazio.

Recordo os risos, o toque, o coração a pulsar na garganta e uma alegria desmedida a circular-me nas veias. Olhos brilhantes. Borboletas no estômago e pernas a tremer ligeiramente. Mãos e bocas ávidas. Pretérito perfeito.

Conto horas impossíveis para te voltar a ter. Regressas-me em sonhos. Vejo o teu rosto nos anónimos que passam por mim. Sinto o teu perfume no ar.

És uma pedra no meu sapato. Vou descalçar-me e sacudir-te.

4 comentários:

ceci disse...

:) hehhehe

de facto às vezes é mesmo preciso sacudir os sapatos, custa mas sabe bem depois! :D

IronMan disse...

Esta coisa esta interessante!
Foste mesmo tu que escreveste?
Não que eu tenha duvidas, mas... Gostei!! Quero mais!

Bighand disse...

Isso é teu? Gostei muito. Mas, sei lá, sinto-me meio imbecil por não conhecer este teu lado poetisa...

Calíope disse...

Desculpa lá 'tar a comentar isto só agora, mas o certo é que ando a fazer uma pesquisa sobre os usos dos pretéritos e o teu belo post apareceu na 30ª página do google :D
Infelizmente para os meus exercícios gramaticais pouco serve ;)