... quando passas 5 minutos a olhar para as pastas de MP3 à procura de uma banda* que queres ouvir, que sabes que está ali naquele monte de ficheiros, mas cujo nome não recordas MESMO.
Estou a tornar-me antiga. Quase arqueológica. Desde que mudei para o novo posto no bules e convivo com garotas/os nos seus 20 e pouco, percebo que o meu tempo é outro :) Eu lembro-me de quando a Cidade FM era Rádio Cidade, funcionava no Casal de S. Brás e só tinha locutores brasileiros! Eu vi a Heidi e a Bana & Flapi, sei quem são os Estrumpfes, ouvi o Paulo Gonzo quando ele ainda tinha cabelo... e por aí adiante!
Vantagens? Esta enorme tranquilidade que as 3 décadas trazem. A clareza de espírito, quando chega o momento de tomar decisões difíceis. A certeza de olhar para trás e ver uma vida bem preenchida e de olhar para a frente e ver um futuro risonho.
____
* Queria ouvir Death Cab for Cutie
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24 março 2010
08 janeiro 2010
no fim do arco-íris
Que se fechem ciclos velhos e se abram novos. Que a História não se repita, que os finais possam mesmo ser felizes, que o amor triunfe. Ou então, que portas eternamente entreabertas se fechem.
23 julho 2009
stronger
______
Lulla Bye - making me better
Making me better
trying to make the best time with me
turning me into the one
turning me one
marvellous, precious, really fine, fascinating
wonderful, better, beautiful, lovely, i'ts flowing
stronger, i can see that i've become
wiser, cant't forget the help i've won
love it, want it, i desire it
recriation, animation, no one can stop it
no one can stop me, i'm invincible, unbeatable
marvellous, precious, really fine, exhilarating
wonderful, better, beautiful, lovely, i'ts flowing
stronger, i can see that i've become
wiser cant't forget the help i've won
i have wings, i fly above your headand you can only
see my trace
live with it, you have to bare it
that's what i do and i don't regret it
i'm the whole thing, don't need anyone else
'cause it sets me free.
_____
So long, my love(s)
I do not miss you
I miss having someone to talk to and laugh
I do not miss you
I miss the exhilaration of falling in love
03 julho 2009
A cabra secreta
Comentava com um amigo que ando sem paciência para aturar parvoíces de uns e outros. Não aturo amuos, sistemas-da-peninha, abusos de confiança, do meu tempo e do meu trabalho.
Borboleta: olho por olho, a partir de certa altura
Borboleta: (Borbie descobre a cabra secreta que há em si)
Borboleta: LOLOLOL
Amigo: secreta? what do you mean? 0:)
Borboleta: obrigadinha!
Amigo: lololol
Borboleta: gostei!
___
Vida turbulenta temos todos, numa altura ou noutra. As coisas nem sempre correm como queremos e há alturas em que precisamos de nos lamuriar um bocadinho? Verdade. Os amigos servem para as ocasiões, até as menos boas? Certíssimo! Sim, devemos ser pacientes e tal, mas só até determinado ponto. A partir daí, é assumir o comando da situação, sob pena de sermos atropelados por ela.
26 junho 2009
O fim de uma era
A notícia da morte de Michael Jackson apanhou-me totalmente de surpresa. Sinto que, de alguma forma, se fecha mais um ciclo. À sua escala, este acontecimento é tão emblemático como o fim da guerra Irão-Iraque, a Perestoika e a queda do Muro de Berlim, o fim do Apartheid e a libertação de Nelson Mandela, o 11 de Setembro, a morte da Amália ou de João Paulo II. Goste-se ou não do artista e do seu estilo, é inegável que ele marcou gerações. Há claramente um antes e um depois na música pop marcado pelo seu trabalho.
Tinha um medo danado deste videoclip. Lembro-me de ter pesadelos com ele, depois de o ver à tarde, no velhinho Top Disco.
Tinha um medo danado deste videoclip. Lembro-me de ter pesadelos com ele, depois de o ver à tarde, no velhinho Top Disco.
22 abril 2009
Susan Boyle

Há dias, o meu tio mandou-me um e-mail intitulado "não devemos julgar um livro pela capa". Trazia um link para o vídeo da apresentação da Susan Boyle no programa Britain's got talent. Juro que estive quase a fazer-lhe um delete directo.
Vi por curiosidade. Depois disso, tenho visto este video muita vezes. Não estou sozinha: o vídeo passou a ser o maior sucesso do YouTube; Susan Boyle já teve direito a milhares de reportagens de televisão, já foi convidada para os talk-shows americanos de maior sucesso e provavelmente, levará o seu sonho até ao fim. Go, Susan!
Fora das conversas mais ou menos banais em torno do provérbio "quem vê caras não vê corações", dos contos de fada modernos da senhora feiúsca e com ar campónio que afinal é talentosa, e de como a nossa sociedade é cega, porque se limita maioritariamente a avaliar embalagens, o que me comove mais no caso Susan Boyle não é o talento, nem a surpresa que ela causou a todos os que viram. Creio que o mais importante nesta história toda é a coragem: a coragem de se apresentar em público conhecendo todas as premissas que enunciei, num programa em que o júri é referido como cruel, perante uma audiência que está ali para apreciar o prato.
Não é fácil correr atrás nos nossos sonhos. Nem é fácil sonhar, hoje em dia. Entalados entre as obrigações diárias e os comportamentos que esperam de nós, encostamos facilmente os sonhos a um canto, com medo do insucesso. Falhar é horrível. Estamos tão condicionados para o sucesso que não sabemos arrumar a viola no saco e partir para a próxima, com classe, em caso de insucesso. Sonhar é arriscado, por isso, habituamo-nos a sonhar apenas com coisas tangíveis, para reduzir o risco de insucesso e das consequentes depressões e dores. Torna-se mais fácil dar as coisas por resolvidas antes de se tentar a sério. É por isto que eu admiro a Susan Boyle - ela saiu do sofá e correu atrás do seu sonho.
Ousar. Arriscar. Empreender. Aventurar. Tentar.
Atitudes a incluir no léxico comportamental. Com medo, mas com coragem.
20 abril 2009
Vida monótona, né?
07 abril 2009
30 março 2009
Mote da semana
Inventem a vida como se fosse
uma obra de arte.
Michel Onfray
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Ouvi isto ontem no Câmara Clara e achei genial. A vida é o que se faz dela, não é?
Debatia coisa semelhante com uma amiga, ontem à tarde. O tempo arranja-se e gere-se, mesmo que não seja muito. Cismemos menos, vivamos mais! Mais e com mais qualidade.
Se nos últimos tempos aprendi algo de realmente válido, foi a aproveitar tudo o que me estiver a jeito. Faço poucos planos, porque não gosto de rigidez, mas tento todos os dias resolver alguma coisa, melhorar alguma coisa e divertir-me muito! Acima de tudo, evito ficar chateada comigo se fizer menos do que o esperado, dou-me todas as folgas possíveis e mimo-me bastante. Não é o euromilhões, mas não anda longe disso.
19 fevereiro 2009
Gelo fino

Andar sobre gelo fino tem o seu quê de presunção: acha-se sempre que se é leve o suficiente para o fazer com segurança ou, pelo menos, com um risco muito moderado. Até ao dia em que o gelo estala e o presunçoso se afunda na água fresquinha armazenada por debaixo do gelo. Com sorte, mergulha só o pé.
Mas até esta sorte é limitada, porque andar de pé gelado é um pincel desgraçado (se rima é verdade!). Se a aventura perdurar, mais serão as hipóteses de um banho tomar (Eheh, espirituosa, não é? Quer rimar!). E depois do banho tomado está o caldo entornado (Bolas, que ela agora não se cala com as rimas!).
Não há toalha que chegue, nem aquecedor que resolva o frio: resta andar, para aquecer... longe do gelo.
29 dezembro 2008
o amor e piu piu piu
- Eu gosto de ti, tu és especial. O amor é lindo e piu, piu, piu.
- «Piu» faz a águia Vitória, quando o Benfica perde: agora agora quer-se iniciativa, porque falar é fácil.
- «Piu» faz a águia Vitória, quando o Benfica perde: agora agora quer-se iniciativa, porque falar é fácil.
o verdadeiro desafio
Falar é fácil.
Sentir, também é.
Já fazer...
Que se chegue à frente aquele que nunca teve medo de se atirar de cabeça.
Sentir, também é.
Já fazer...
Que se chegue à frente aquele que nunca teve medo de se atirar de cabeça.
Back
Borbie is back :) regressei ontem de Manchester, onde passei as festas. Foi bom para carregar baterias, respirar novos ares, provar sabores diferentes, desafiar os meus medos e limitações, pensar na vida e procurar rumos alternativos.
É hora de tirar a bússola da carteira e tirar azimutes para outras freguesias. E isto nem vem só a propósito da habitual catarse para que as viagens me servem ou do Ano Novo. Quero viver intensamente. Até prova em contrário, só temos esta vida, correcto?
É hora de tirar a bússola da carteira e tirar azimutes para outras freguesias. E isto nem vem só a propósito da habitual catarse para que as viagens me servem ou do Ano Novo. Quero viver intensamente. Até prova em contrário, só temos esta vida, correcto?
Outro ângulo
20 novembro 2008
Fixação
David Bowie - Ziggy Stardust
Ouço o Ziggy 30 vezes ao dia, mais ou menos.
Aranhas de Marte? Elas que venham. Já estou por tudo.
04 setembro 2008
O caso Gisberta II
O Público publica hoje uma peça sobre um dos menores condenados no chamado caso Gisberta. A história deste menor arrepia por motivos contraditórios: por um lado, pela incapacidade de valorizar a vida de outro ser humano, que acabou por morrer de uma forma absolutamente cruel; por outro, porque nenhuma acção vem do nada e pouco mais que nada são os valores que a família, a escola, a sociedade e a instituição onde esteve internado conseguiram transmitir-lhe. O valor da vida humana aprende-se. O respeito pelas diferenças também. Mas é preciso alguém que ensine.
Sei que este texto parece contradizer um outro que escrevi no início deste ano, sobre o mesmo caso. Continuo a achar que o que aconteceu a Gisberta é indescritível do ponto de vista da crueldade e da incapacidade de aceitar as diferenças. Continuo a achar que quem comete crimes deve ser julgado e condenado, e que os crimes contra a vida deveriam ter penas pesadas, porque tirar uma vida não pode ser encarado de ânimo leve.
Contudo, não posso deixar de sentir uma enorme piedade por estes rapazes, sem estrutura, sem apoio quase nenhum e sem quem lhes ensinasse valores. Por outro lado, nada garante que a pena que lhe foi aplicada faça o que seria essencial: educá-lo e prepará-lo para ser uma pessoa à séria. Sem isso, a pena de pouco lhe servirá. Se eu sou o que sou, devo-o aos meus pais e a todos os adultos que, no papel de formadores, tive a sorte de encontrar ao longo da vida. Estes rapazes, se calhar, não tiveram a mesma sorte.
06 agosto 2008
Conversa de circunstância
Ela (colega de escola, daquelas que não se destacavam por nada)
- Borbie, já não te via há tanto tempo! Estás mais forte...!
Borbie afivela o sorriso amarelo e responde uma banalidade qualquer. Numa realidade paralela, deveria ter respondido:
- X, estás na mesma: feia, mal-jeitosa, gorda e, para cúmulo, chatíssima!
_______
Nos últimos tempos apercebi-me que a maioria das pessoas da categoria «não totalmente estranhos, mas indiferentes» (leia-se conhecidos dos meus pais, vizinhos, colegas de escola, empregada do café da esquina e por aí) com quem cruzo por acaso, tendem a fazer conversa mole. Falam do aspecto físico, perguntam pelo casamento, os filhos, o curso, a profissão. Criticam o governo, o aumento do custo de vida e os transportes públicos. Queixam-se disto e daquilo. Têm opiniões e emitem-nas como se o silêncio fosse mais difícil de suportar do que a conversa.
Pessoalmente, não tenho dificuldades em gerir o silêncio e sou adepta de não dizer nada, se não tenho nada para dizer ou vontade de o fazer. Na maior parte dos casos, sei que se respondesse com mais do que «pois» à maior parte das coisas que ouço, geraria debates que não me apetecem com pessoas que creio não terem a capacidade de os sustentar. Estou a ser má? Talvez. Mas não estou a falhar por muito neste retrato da realidade.
Resta-me aferir se neste meu pois-ismo há mais de diplomacia ou de cobardia e comodismo.
- Borbie, já não te via há tanto tempo! Estás mais forte...!
Borbie afivela o sorriso amarelo e responde uma banalidade qualquer. Numa realidade paralela, deveria ter respondido:
- X, estás na mesma: feia, mal-jeitosa, gorda e, para cúmulo, chatíssima!
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Nos últimos tempos apercebi-me que a maioria das pessoas da categoria «não totalmente estranhos, mas indiferentes» (leia-se conhecidos dos meus pais, vizinhos, colegas de escola, empregada do café da esquina e por aí) com quem cruzo por acaso, tendem a fazer conversa mole. Falam do aspecto físico, perguntam pelo casamento, os filhos, o curso, a profissão. Criticam o governo, o aumento do custo de vida e os transportes públicos. Queixam-se disto e daquilo. Têm opiniões e emitem-nas como se o silêncio fosse mais difícil de suportar do que a conversa.
Pessoalmente, não tenho dificuldades em gerir o silêncio e sou adepta de não dizer nada, se não tenho nada para dizer ou vontade de o fazer. Na maior parte dos casos, sei que se respondesse com mais do que «pois» à maior parte das coisas que ouço, geraria debates que não me apetecem com pessoas que creio não terem a capacidade de os sustentar. Estou a ser má? Talvez. Mas não estou a falhar por muito neste retrato da realidade.
Resta-me aferir se neste meu pois-ismo há mais de diplomacia ou de cobardia e comodismo.
29 julho 2008
lição de anatomia
Snow Patrol, Chasing cars
We'll do it all
Everything
On our own
We don't need
Anything
Or anyone
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?
I don't quite know
How to say
How I feel
Those three words
Are said too much
They're not enough
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?
Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
that's bursting into life
Let's waste time
Chasing cars
Around our heads
I need your grace
To remind me
To find my own
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?
Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
that's bursting into life
All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes,
they're all I can see
I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things
will never change for us at all
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
and just forget the world?
__________
E quando toca uma destas músicas da OST da Anatomia de Grey, imagina-se uma personagem, triste, a chorar, de frente para uma janela, observando a chuva. Pode ser a Meredith, a Cristina, a Izzie, até a Bailey ou a Addison. Entra outra personagem, provavelmente o George, que lhe coloca a mão no ombro e não diz nada.
O poço. Solidariedade. Sem críticas nem juízos de valor. Porque cada um sabe de si.
Labels:
Anatomia de Grey,
as minhas músicas,
pensamentos
25 julho 2008
Tópicos do «poço»
- A auto-comiseração e a auto-flagelação são simultaneamente a maior sedução do «poço» e a sua perdição: há limites para tudo.
- O ócio fomenta a atracção pelo «poço»: é um ciclo autofágico, no qual não ter nada com que ocupar a cabeça nos permite pensar parvoíces que, por sua vez, se reproduzem em série e em escala.
- A única coisa que NÃO SE PODE levar para o «poço» é uma pá, senão nunca mais de lá se sai. De resto, vale tudo: músicas e séries a rigor, chocolates, mantinha.
- Um espelho é essencial para não esquecer quem se é, por muito que se chafurde.
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