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24 abril 2011

Deve ser impulse!



Domingo de Páscoa. Gare do Oriente. Duas malas às costas, sem contar com a minha mala normal e o casaco. Destino: Porto.
Estava sozinha nem há um minuto, por vias da ida dos rapazes à farmácia. Tentava equilibrar as tralhas, enquanto me encaminhava para o café. Nisto, passa por mim um sujeito baixote, que me pareceu mesmo mais baixo do que eu. Devia ter desconfiado, quando o tal meio-metro de gente volta para trás e me estende o que me pareceu um folheto dobrado. "Isto é para si", disse o meio-metro. Pensei "Testemunha de Jeová, aqui?"
Não era um folheto religioso. Era um envelopinho de uma loja de objectos ditos místicos, chamada "Guarujá Esotérico". No verso tinha escrito o número de telefone do fulano meio-metro, acompanhado de uma frase: "Desejo te conhecer". No interior, tinha uma espécie de semente, de um azul pálido esquisito. Não sei se a devia ter engolido, para ter vontade de ligar ao fulano :)
Ri, ri, ri, ri. Quando finalmente parei de rir (demorou!), abri e fotografei o artigo. Hei-de publicar as imagens em breve. Será que alguém engata assim ou isto era para os apanhados?

19 fevereiro 2009

Cara de poker

Cenário: ontem, meio de uma tarde morna, sem muito que fazer. Reunião com o Big Boss do estaminé, para planear mais um trabalho urgente, apresentado em cima do joelho. Até aí, nada de novo no reino do improviso.
A personagem principal: Big Boss é uma fonte de alegria no trabalho, conhecido entre colegas pela sua excentricidade no vestir, que alegra os nossos dias e quebra alguma rara monotonia no trabalho. Ele é calças cor-de-laranja com camisas às riscas do arco-íris, sapatos de verniz com modelo da outra senhora, roupa roxa de tons diversos da cabeça aos pés, calças vermelhas e camisa com grande logo de uma marca cara, aberta o suficiente para se ver uma t-shirt da brindaria com letras garrafais anunciando um qualquer evento ou produto... um maná para a vista e para o coração. E atenção, para a idade e a rodagem, Big Boss até não é de se deitar fora. Não fosse a mania das dietas, o facto de se alimentar a meios Compal (nunca bebe um até ao fim e deixa as garrafas semeadas pelo caminho...) e de ter uma mulher e uma outra, até seria um partido bastante apetecível em casos de algum desespero!
A situação: Big Boss, numa das suas indumentárias criativas, fala entusiasticamente do novo projecto da empresa, um cavalo destinado ao sucesso e a altos voos. Borbie e colegas tiram notas. Pequena pausa no discurso e Borbie levanta os olhos do papel, mesmo a tempo de olhar para o Big Boss... que traz uma T-SHIRT PRETA DE REDE (sim, rede, tipo meias de rede!) a espreitar por baixo da camisa criativa.
Flash: música tipo Ibiza, uma pista cheia e Big Boss com su camiseta de rede, dançando ao ritmo de Corona. De volta à realidade da reunião, só mesmo a cara de poker pode salvar a situação!

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Corona - The rythm of the night
(live, como não poderia deixar de ser)


16 julho 2008

concorrentes maravilha

Os acontecimentos que relato a seguir tiveram lugar na edição do concurso «Sabe mais que um miúdo de 10 anos?» transmitida ontem. No geral, parece-me que a qualidade dos concorrentes é discutível, pelo menos. A da concorrente que vi ontem é... indescritível!
A concorrente estava na segunda questão, com um nível correspondente ao 1º ano do ensino básico. Era-lhe pedido que indicasse qual a letra que se segue ao W, no alfabeto. A concorrente disse estar hesitante entre o U e o V. Mas o mais interessante (e o mais cómico) nem foi isso: ao debitar o alfabeto, a concorrente hesitou na letra L e disse que achava que o Y se lhe seguia!
Outro momento hilariante: a pergunta era «Qual é o outro nome por que é conhecido o ponto cardeal oeste?». A concorrente pensa e responde «Sudoeste». A transmissão ficou neste ponto, o que quer dizer que hoje há mais: ou o parceiro desta concorrente escreveu a resposta certa e ela é «salva», ou então vai para casa. Se assim for, perdem-se mais algumas gargalhadas.

20 julho 2006

Anacronismo

Calças pretas justas. t-shirt de rede sem mangas. tatuagem grande no peito, esverdeada pelo tempo - aposto que era uma daquelas coisas feias, a dizer Angola 61 ou amor de mãe... ou então, podia ser uma caveira ou coisa parecida, à metaleiro de antigamente. colete de cabedal preto. boné de cabedal preto. um walkman-leitor-de-cassetes grande e antigo. headphones. ténis e meias com desenhos. cabelo à Futre. saiu do Metro na minha estação e meteu a mão na saída de moedas da máquina de venda de chocolates e pastilhas, a ver se havia por lá uma moeda esquecida. parecia saído de um videoclip dos Scorpions, dos anos 80.

19 julho 2006

Coitadinhos dos caracóis!


A D-mail é um achado :) andava eu à procura de informações sobre caracóis, quando descubro esta pérola de equipamento de jardim. pelos vistos, os deliciosos gastrópodes apreciam a bela da bjeca!

01 maio 2006

mas, mas, mas...

ainda no registo do hilariante, ou nem tanto: estava eu no telhado do Vasco da Gama, na zona das espreguiçadeiras, à espera do meu acompanhante cinéfilo, quando me apercebo de um senhor oriental, parte de um grupo de orientais carregados de máquinas fotográficas e a tirar fotografias uns aos outros a uma velocidade dos diabos; o dito senhor tentava meter conversa comigo em mau inglês. a princípio, pensei que queria que lhes tirasse uma fotografia de grupo e já me preparava para fazer de fotógrafa :)
demorei alguns segundos a perceber que afinal, não eram fotografias. o dito senhor, coreano, por sinal, queria era saber se eu estava sozinha e se não estaria interessada em acompanhá-lo, a ele e à pandilha... menti-lhes descaradamente e disse que esperava o meu namorado, que tinha só ido ao quarto de banho. e o senhor traduziu a minha resposta para coreano... ou então disse aos amiguinhos que eu não ia cair na conversa, pelo que o melhor que tinham a fazer era dar à sola :)
OK, isto dá para rir, obviamente :) e foi o que fiz, primeiro sozinha e depois em coro com o acompanhante cinéfilo - rimos uns bons minutos... mas depois não pude deixar de me sentir insultada. quem raio julgam os tipos que são? apeteceu-me ir atrás deles e dar-lhes um murro!