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23 outubro 2009

Boca de Sauron

Tenho um novo pseudo-chefe. Passo a explicar: este senhor não é meu chefe, mas como aquele-que-o-deveria-ser não quer ser e este tipo é amigo, a coisa resolveu-se tacitamente. Portanto, este senhor é o emissário. Faz-me lembrar uma personagem marginal de "O Senhor dos Anéis", a Boca de Sauron.


Adiante nas considerações :) Ora, o meu pseudo-chefe insiste em mandar-me e-mails começados por "Cara Borbie". Fui consultar o dicionário, só para validar o meu vocabulário:

Caro
adj.
(...)
5. Querido, estimado.
Dá-me vontade de lhe responder: "Oi? Não tô entendendo!".

Conversas de merda

Diz o meu chefe:
- O consumo de papel higiénico aqui no burgo quase duplicou!

09 fevereiro 2009

Dia dos Carneiros


Ele está aí! O dia dos suspiros, das rosas, dos olhares melados. O dia dos peluches brancos e dos restaurantes cheios de parzinhos. Já disse que embirro solenemente com o dia de S. Valentim, mas nunca foi tão mau como este ano: o dia já paira sobre a minha agenda de trabalho há duas semanas, em promoções de tudo e mais alguma coisa, com ementas especiais, bebidas especiais, decorações especiais, presentes especiais... um nunca mais acabar de especialidades para pessoas igualmente (adivinhem lá esta!) especiais. Um enjoo!
Dizem que o amor é lindo e que faz o coração palpitar. Mas este concentrado de amor só pode ser tóxico e ter efeitos secundários!

07 janeiro 2009

Nazis internautas

A expressão não é minha, é do Fomos, mas serve perfeitamente para designar os senhores lá da outra banda, que gostam de nos passar atestados de irresponsabilidade. Questão? Acharam por bem que o acesso ao messenger, directo ou via meebo, e ao youtube eram prejudiciais à produtividade do rebanho. Vai daí, decidiram cortar o mal pela raiz e pronto. Ai querem guerra? Gtalk para vocês! E Moosaico também, que é para não se armarem em espertos. Eu ainda sei perfeitamente controlar as coisas. Trabalho é trabalho e conhaque é conhaque, bem entendido. Mas somos todos adultos, acho eu. E os adultos sabem separar as coisas, portanto, eu nunca deixei que o meu trabalho sofresse os efeitos da converseta. Que alguém ache o contrário sem provas e decida tomar medidas por mim é inaceitável e merece retaliação.

04 setembro 2008

O caso Gisberta II

O Público publica hoje uma peça sobre um dos menores condenados no chamado caso Gisberta. A história deste menor arrepia por motivos contraditórios: por um lado, pela incapacidade de valorizar a vida de outro ser humano, que acabou por morrer de uma forma absolutamente cruel; por outro, porque nenhuma acção vem do nada e pouco mais que nada são os valores que a família, a escola, a sociedade e a instituição onde esteve internado conseguiram transmitir-lhe. O valor da vida humana aprende-se. O respeito pelas diferenças também. Mas é preciso alguém que ensine.
Sei que este texto parece contradizer um outro que escrevi no início deste ano, sobre o mesmo caso. Continuo a achar que o que aconteceu a Gisberta é indescritível do ponto de vista da crueldade e da incapacidade de aceitar as diferenças. Continuo a achar que quem comete crimes deve ser julgado e condenado, e que os crimes contra a vida deveriam ter penas pesadas, porque tirar uma vida não pode ser encarado de ânimo leve.
Contudo, não posso deixar de sentir uma enorme piedade por estes rapazes, sem estrutura, sem apoio quase nenhum e sem quem lhes ensinasse valores. Por outro lado, nada garante que a pena que lhe foi aplicada faça o que seria essencial: educá-lo e prepará-lo para ser uma pessoa à séria. Sem isso, a pena de pouco lhe servirá. Se eu sou o que sou, devo-o aos meus pais e a todos os adultos que, no papel de formadores, tive a sorte de encontrar ao longo da vida. Estes rapazes, se calhar, não tiveram a mesma sorte.

06 agosto 2008

Conversa de circunstância

Ela (colega de escola, daquelas que não se destacavam por nada)
- Borbie, já não te via há tanto tempo! Estás mais forte...!
Borbie afivela o sorriso amarelo e responde uma banalidade qualquer. Numa realidade paralela, deveria ter respondido:
- X, estás na mesma: feia, mal-jeitosa, gorda e, para cúmulo, chatíssima!

_______

Nos últimos tempos apercebi-me que a maioria das pessoas da categoria «não totalmente estranhos, mas indiferentes» (leia-se conhecidos dos meus pais, vizinhos, colegas de escola, empregada do café da esquina e por aí) com quem cruzo por acaso, tendem a fazer conversa mole. Falam do aspecto físico, perguntam pelo casamento, os filhos, o curso, a profissão. Criticam o governo, o aumento do custo de vida e os transportes públicos. Queixam-se disto e daquilo. Têm opiniões e emitem-nas como se o silêncio fosse mais difícil de suportar do que a conversa.
Pessoalmente, não tenho dificuldades em gerir o silêncio e sou adepta de não dizer nada, se não tenho nada para dizer ou vontade de o fazer. Na maior parte dos casos, sei que se respondesse com mais do que «pois» à maior parte das coisas que ouço, geraria debates que não me apetecem com pessoas que creio não terem a capacidade de os sustentar. Estou a ser má? Talvez. Mas não estou a falhar por muito neste retrato da realidade.

Resta-me aferir se neste meu pois-ismo há mais de diplomacia ou de cobardia e comodismo.

24 junho 2008

O passarinho

Ontem caiu uma cria de pássaro de um ninho localizado à porta do meu local de trabalho. É tão pequeno que não conseguimos determinar a espécie, tem os olhos fechados e pia baixinho. Dá pena, é verdade... mas não há nada a fazer.
A minha colega não pensa como eu e decidiu apanhá-lo, não para que ele não morresse, dado que a probabilidade de salvá-lo é remota, mas para que morresse uma «morte digna, sem as formigas a picá-lo». Alimenta-o a pão, com uma pinça, e dá-lhe pingos de água. Deixou-o cá durante a noite, dentro de um cinzeiro revestido a papel higiénico e po-lo ao sol há pouco, porque o bicho tem frio.
Isto está a deixar-me doida porque, se por um lado tenho pena do bicho, por outro acho que a Natureza tem as suas leis e se o bicho caiu, deixá-lo morrer depressa, em vez de prolongar uma vida que não vingará de qualquer forma.
Se isto me torna desumana, pois seja. O que não percebo é esta humanidade feita de adiar o inevitável. Se por acaso o bicho viver mais uns dias, até ao fim-de-semana, o que é que lhe vai fazer? Levá-lo para casa? Duvido. E se por um acaso ainda maior ele sobreviver mesmo, quem é que o ensina a voar? Ninguém. Então não era melhor não meter o bedelho no assunto?

14h11: O pássaro morreu, como seria de esperar. A Natureza tarda mas não falha.

04 junho 2008

afinal, sou rancorosa

Nem sempre perdoo e nunca esqueço o mal que me fazem.

14 maio 2008

Levavam todos um pontapé, se vos apanhasse a jeito!

O primeiro-ministro foi para a Venezuela, levou uns colegas de Gabinete e mais uns empresários e jornalistas. Fretou um avião da TAP e fumou lá dentro, com alguns membros da comitiva da visita oficial. Grande escândalo, manchete no Público, centenas de comentários no site do jornal... um Carnaval! Parecia-me um fait-divers transformado em notícia, independentemente da transgressão à lei; afinal de contas, transgredir transgredimos todos, a esta ou a outra lei e ninguém morre por isso. E o argumento de que o senhor devia dar o exemplo não colhe aqui para os meus lados, porque eu gosto de decidir quais as pessoas que me servem de modelo de comportamento.
Ficávamos por aqui, se o PM não tivesse decidido pedir desculpas, dizendo que não sabia que não se podia fumar dentro do avião(!) e que até tinha decido deixar de fumar, na sequência deste episódio lamentável.
Lamentável é transformar factozinhos em notícias; lamentável é a perda de tempo a comentar o comportamento do PM; lamentável é verificar que o PM se verga ao peso de uma opinião pública pseudo-chocada com a transgressão e que por isso faz um mea culpa público.
Haja paciência para tanta parvoíce!

07 maio 2008

Números do horror

17 mulheres mortas, só em 2008.
Vítimas de violência «passional», cometida pelos namorados, maridos ou ex-qualquer coisa, com um aumento significativo de vítimas nas camadas etárias mais jovens (20-25 anos). Estes dados foram noticiados pelas cadeias de televisão ontem e vêm reportados no Público (edição impressa) e no JN, quando a Assembleia da República debate a violência doméstica e a eficácia das leis.
Li no JN um pedaço deste horror: um homem da zona de Coimbra foi constituído arguído por se suspeitar que terá matado a namorada, tendo em seguida simulado um incêndio no seu automóvel, e indo para casa dormir, enquanto ela lá ficava, a arder.
Em que espécie de país de bárbaros costumes vivemos nós?

04 abril 2008

Macedónia


Os gregos são uns tipos peculiares. Embirram com a Macedónia, porque têm uma província com o mesmo nome. Para grande sorte de uns e outros macedónios (os gregos e os ex-jugoslavos) a província grega e o pequeno estado europeu têm fronteira em comum e tudo, motivo para fazer redobrar o mau-feitio grego. Como já não bastava a chatice nos festivais da Eurovisão por causa do nome longo de um dos estados candidatos, desta vez, o nome do pequeno estado causou confusão suficiente para adiar a sua entrada na Aliança Atlântica, até se chegar a um acordo de nomes. Creio que ainda ninguém disse aos gregos, assim de caras, «há mais Marias na terra!». E acho que deviam... é que não há pachorra para denominações do estilo «Antiga República Jugoslava da Macedónia» (F.Y.R.O.M. - Former Yugoslav Republic of Macedonia).
Resolver a questão seria uma missão porreira para o amigo George W., em vez de andar pela NATO a massacrar tudo e todos com as sua pretensões parvas de instalar um escudo anti-mísseis na Europa, para proteger a América de potenciais ataques terroristas, deixando os russos aborrecidos. Para aborrecer os russos, já basta o pedido de adesão da Geórgia e da Ucrânia à NATO...
Mas voltando à Macedónia, a minha amiga Bolota lembrou-me que o mesmo termo designa, entre nós, uma popular mistura de legumes com a qual simpatizo pouco porque não tem milho :) Fiquei a pensar que devemos ser discretos, porque senão passamos a ter os gregos à perna... e a bela da mistura de legumes ainda arrisca a ter de mudar de nome, passando a denominar-se «mistura de legumes que ousou usurpar o nome de uma província grega»!
Ainda a propósito dos legumes: há alguns anos, desapareceu uma caixa cheia de macedónia, guardada no frigorífico comum da residência de estudantes onde habitei; apareceu no dia seguinte, sem as ervilhas! Alguém se deu ao trabalho de escolher as ervilhas, por algum motivo que me transcende... não deviam gostar de feijão verde e cenoura!

26 fevereiro 2008

Digestão difícil!

Ando há dias a digerir uma maldade que me fizeram. Estou a ter dificuldades. Não tenho estômago de avestruz e tenho alguma dificuldade em lidar com falta de princípios e de ética. Preciso, definitivamente, de um emprego novo: novas ideias, novas tarefas, oportunidade de crescimento pessoal e profissional. E mais dinheiro!

07 fevereiro 2008

O caso Gisberta

Hoje é julgado o único «adulto» que protagonizou o chamado caso Gisberta. Em resumo, um grupo de rapazes atacou repetidas vezes um transexual doente, que vivia na rua. A certa altura, acharam que a pessoa estaria morta e decidiram deitar o corpo num fosso. Acabaram por confessar a história depois de pressionados para explicar o atraso às aulas (!)
Do grupo de 14 atacantes, só um já tinha mais de 16 à data dos acontecimentos, podendo por isso ser julgado como adulto. «Os restantes 13 menores envolvidos na morte de Gisberta foram julgados pelo Tribunal de Menores do Porto, que, em Agosto de 2006, os condenou a penas que variaram entre os 11 e os 13 meses de internamento, em regime aberto e semiaberto. Dois deles, indiciados apenas por não terem auxiliado a transexual, quando esta era continuadamente agredida, receberam acompanhamento educativo durante um ano. A maioria já regressou às famílias. Apenas um, que recorreu da pena, está actualmente num centro educativo.» - in Público.pt, edição de hoje.
Bem sei que a Justiça deve ser impessoal e passível de aplicação a todos os casos, mas há regras que me deixam doida. Esta regra geral que impede que 13 destes meninos não possam ser punidos criminalmente é... muito difícil de aceitar. Compreendo que a ideia geral desta norma seja a de proteger os jovens. Mas quando um jovem comete um crime contra a vida e a dignidade de outra pessoa, passou uma determinada marca, o que lhe deveria retirar o direito a esta protecção especial, senão de forma automática, pelo menos depois de uma avaliação que pudesse determinar a sua capacidade de avaliar a gravidade do que fez.
Pior é pensar que Gisberta foi vítima da crueldade que resulta do preconceito, da ignorância e da falta de educação destes jovens. Falo de educação, daquela que se recebe em casa e que ensina os jovens a serem tolerantes e a respeitarem a diferença, seja ela de que natureza for. A mesma educação que falta a tantas pessoas com quem lidamos todos os dias e que olham fixamente (e que troçam...) para qual pessoa diferente, seja ela deficiente, de outra raça, de outra opção sexual.

29 janeiro 2008

anúncios

Sim, começa a ser um tema recorrente. Mas é inevitável, quando a televisão lá de casa só passa dois canais e meio :) Desta vez, é a série de anúncios do Continente. Não consigo engolir o conceito de musical em grande escala, com muito figurantes a passear de um lado para o outro. Não gosto dos bailarinos a passear com carrinhos de compras e a rodopiar sombrinhas. Detesto a versão sobre bebés, entupida de diminutivos. E a doçura postiça com que se canta «Ontem, hoje e amanhã» só me recorda o tom da canção do Vitinho, que mandava as crianças para a cama, no final dos anos 80.

09 janeiro 2008

mais um rebranding que me deixa doida

Europe’s West Coast: este é o rebranding de Portugal. Saiu no dia 13 de Dezembro, para bater certo com a assinatura do Tratado de Lisboa e associa o país ao Oeste da Europa (Europe’s West Coast) e a conceitos de modernidade, inovação, tecnologia, empreendorismo e qualidade de vida, promovendo Portugal como um todo, desde o turismo, economia, comércio e cultura, e qualificando a oferta dos recursos, pessoas e produtos nacionais. Estou a citar o site do Turismo de Portugal, I.P., que, juntamente com o AICEP, Portugal Global, é responsável pela campanha. Objectivo da dita: reposicionar o conceito de Portugal, demarcando os portugueses da imagem das «porteiras, empregados de mesa e bimbos» e associando-os a casos de reconhecido (e internacional) sucesso e à modernidade das energias renováveis.
O conceito é no mínimo discutível: não é por nada, mas não me sinto particularmente identificada com as «personalidades» escolhidas, mesmo admirando o trabalho de algumas delas. Associar pessoas e energias é um bocadinho estranho, porque estas pessoas em particular não têm nada que ver com o sector energético, e se a ideia é atrair o investimento e o turismo, não me parece que seja o Cristiano Ronaldo a atrair turistas :)
Quanto às imagens, o melhor é que as vejam e decidam. West Coast, por associação à Costa Oeste norte-americana... Portugal, Califórnia da Europa, iuhú! Beaches and babes, com Silicon Valley à mistura, para dar um quê de tecnologia e a Europa enfiada de soslaio, para dar o perfume da tradição, antiguidade e finesse :) Será de mim, ou isto soa a fraquinho?

eu e o meu mau-feitio

Em conversas paralelas com amigos, falava do rebranding da Optimus. Dois criativos e dois não criativos a falar do mesmo. Os dois não-criativos ficaram com dúvidas - francamente, magma cor-de-laranja? Sim, o magma é dessa cor. Sim, o magma «mexe-se» e isso pode ser interpretado como dinâmico :) Mas quantas pessoas é que vão perceber a ideia do magma ou associar a imagem a magma? :)
Vamos combinar.... nas bolhas da Optimus há mais da transparência e luminosidade da gelatina ou daquela substância oleosa que está nos candeeiros de magma do que da opacidade do magma verdadeiro. E se o nome até pode ser o mesmo, há diferenças significativas :) A música é boa, o movimento é giro, o casting é interessante. Está visto que o target da marca são jovens, urbanos, com um certo quê de «morangos». Mas é de mim, ou agora é tudo «paixões, amigos, festas e gente aos saltos»?

03 janeiro 2008

alguém me explique...

... que raio de costume terceiro-mundista é este, de celebrar a chegada do Ano Novo com tiros para o ar, em plena zona residencial, com munições verdadeiras. Não ocorre a estas pessoas que podem matar alguém acidentalmente? Está visto que não. E o resultado também está à vista: um jovem de 23 anos, morto em Gaia, uma menina de 9, morta em Lisboa.

10 dezembro 2007

Inacreditável

Este fim de semana, assaltaram o armazém onde se guardavam a maior parte dos bens (comida, roupa, brinquedos) que a Comunidade Vida e Paz estava a juntar para a Ceia dos Sem-Abrigo, que decorrerá nos próximos dias 14, 15 e 16 de Dezembro.
Estou sem palavras. Estou muito zangada, também. Mas, mais do que tudo, estou motivada a ajudar: a Comunidade precisa de reunir o máximo de bens alimentares, para que as 4500 refeições planeadas para os 3 dias da ceia não sejam postas em causa. Precisam de mercearias e vegetais, precisam de roupa e de meias novamente. Todos os donativos podem ser entregues na sede da Comunidade.

23 novembro 2007

Mas anda tudo parvo ou quê?

Vi ontem este poster no metro. Voltei atrás, para ter a certeza que não o tinha imaginado. Só me ocorre dizer uma coisa:
Santana Lopes, tu é que tens razão! O país está doido!

02 novembro 2007

Cartão de Crédito


Hoje abri a correspondência que veio de casa do meu pai: entre outras coisas, tinha uma proposta de adesão ao Cartão Caixa MTV. Ora, isso por si não tem nada de especial excepto num pequeno detalhe... este é um cartão de crédito cujo target alvo começa nos 15 anos! A proposta vem acompanhada de um folheto que me garante o acesso aos melhores concertos, descontos nos bilhetes de festivais, presença nos eventos MTV onde poderei conhecer as maiores estrelas da música mundial (ai, ai, suspirei eu nesta parte!). Além do folheto, ainda recebi o dito cartão, o código, um contrato de adesão, respectivo envelope RSF e uma cartinha que diz que a Caixa e e a MTV pensaram em mim :D e que continua com as instruções:
  • se tiveres (adoro esta informalidade!) entre 15 e 18 anos, faz A;
  • se tiveres mais de 18 anos, faz B;
  • (e aqui penso eu, e se tiveres quase 30? onde está a opção C?);
e que informa:
  • ao subscreveres este cartão, ganhas um EP dos Expensive Soul!

Piadinhas à parte, há três coisas que me afligem:
  1. que se dê um cartão de crédito a adolescentes. Mas na volta, sou eu que sou bota de elástico!
  2. que o aliciamento à adesão se faça com base em descontos em concertos, ofertas de CDs e coisas que tais;
  3. que o meu banco, onde tenho conta há mais de 10 anos não perceba que eu já não faço parte do target deste produto. Isso quer dizer que a gestão de clientes é fraquinha, não é?
Confesso que olhei uma vez e meia para a proposta: se calhar, era bom ter cartão de crédito, nem que seja para comprar coisas na net, vai não volta. Por outro lado, talvez fosse bom ter um que não me tome por adolescente: vamos combinar, uma coisa é fazer pagamentos com um VISA Gold ou VISA Platinum numa loja, outra é dar um VISA MTV... E sim, provavelmente estou outra vez armada em posh.