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19 agosto 2010

Partir sem saudades

Ontem cumpri o meu último dia de trabalho no bules de sempre. Ao fim de quase 10 anos, saí porque quis, mas saí com alguma pena. Pena de perder as rotininhas agradáveis dos almoços na esplanada e dos cafezinhos com as colegas de sempre; pena de sair sem deixar o meu trabalho entregue a alguém interessado ou mais capaz do que eu; pena de uma instituição nobre e que fez parte da minha vida desde pequena, entregue a um bando de dirigentes incapazes, vaidosos e autistas, sem nenhuma noção de serviço público, preocupados apenas com o seu quinhãozinho de poder.

Dei tudo o que tinha para dar para este peditório :)
Agora, é tempo de rumar para outras paragens!


24 março 2010

Sabes que estás a envelhecer...

... quando passas 5 minutos a olhar para as pastas de MP3 à procura de uma banda* que queres ouvir, que sabes que está ali naquele monte de ficheiros, mas cujo nome não recordas MESMO.

Estou a tornar-me antiga. Quase arqueológica. Desde que mudei para o novo posto no bules e convivo com garotas/os nos seus 20 e pouco, percebo que o meu tempo é outro :) Eu lembro-me de quando a Cidade FM era Rádio Cidade, funcionava no Casal de S. Brás e só tinha locutores brasileiros! Eu vi a Heidi e a Bana & Flapi, sei quem são os Estrumpfes, ouvi o Paulo Gonzo quando ele ainda tinha cabelo... e por aí adiante!

Vantagens? Esta enorme tranquilidade que as 3 décadas trazem. A clareza de espírito, quando chega o momento de tomar decisões difíceis. A certeza de olhar para trás e ver uma vida bem preenchida e de olhar para a frente e ver um futuro risonho.

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* Queria ouvir Death Cab for Cutie

10 fevereiro 2010

as coisas que o meu chefe me sugere que pesquise no Google





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Começo a temer pela minha segurança...

21 janeiro 2010

és pouco bom, és...



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O meu chefe dá-me chocolate. Devo bater-lhe ou dar-lhe abracinhos? :)

16 dezembro 2009

O gostoso

O meu chefe é uma perolazinha! Agora vai jogar futebol à sexta-feira e sai do estaminé equipado a rigor: meias altas, calçõezinhos, camisola de uma equipa de futebol estrangeira. Gosto especialmente do ritual da envergadura da roupinha desportiva - avisa que se vai vestir, fecha-se a sete chaves e sai do seu gabinete quase irreconhecível!
Este diálogo passou-se na última sexta:
Chefe: Vou jogar e volto daqui a uma hora e pouco. Ainda estarás por cá?
Borbie: Ó chefe, eu entrei cedo, quero sair cedo. Provavelmente, não.
Chefe: Gostas do meu equipamento? Olha só para estas pernas! (levantando o calção) É tudo músculo!

(O regresso do herói)
Chefe: Então, ainda cá estás?
Borbie: Claro! Tu achas que perderia uma oportunidade destas de te mirar as coxas? :)
(acho que ele ficou MESMO a achar que eu queria micá-lo!)

09 novembro 2009

Chefe voador



Pois é, isto de vaguear de lugar-provisório em lugar-provisório no meu posto de trabalho tem destas coisas. Agora estou na ante-sala do meu chefe, um tipo espirituoso, que tanto partilha connosco os seus planos de férias, quanto as suas dores (as de andar de bicicleta e todas as outras...) e os seus sonhos.

Hoje, o chefe sonhou.
E sonhou com o quê?
Sonhou que andava salvando pessoas de cheias, numa cama voadora. Tipo bombeiro, mas com conforto. E só no hemisfério Norte, com pessoas branquinhas e giras, que isso do Terceiro Mundo não é para ele.

Resultado?
O chefe acordou... CANSADO. E com dores nos braços. Deve ter sido de conduzir a cama. (Sim, porque a dele deve ser das bravas. Como um touro, estão a topar?)

E só para o Chefe, pus a tocar Gabriel, dos Lamb. Só pelas primeiras frases, cantadas (na minha cabeça) em versão-traduzida-parva:
Eu posso voar, mas quero as asas dele.
Eu brilho no escuro, mas gosto mais da lanterna do outro.

23 outubro 2009

Afinal é isso

Não é tédio, nem preguicite pré-fim-de-semana.

É greve de zelo!

Pois então, se não nos pagam, não trabalhamos decentemente, verdade?
No Estado os salários são pagos por volta do dia 23 de cada mês. Hoje, nada. Aqui no burgo, toda a gente fala disso. Recebemos entretanto um e-mail do chefe, dizendo que a culpa é da SIBS e da Direcção-Geral do Tesouro, que não comunicaram bem. Pois, pois.

Vamos ao circo



Não, não sou uma Borbie desocupada, mas finjo muito bem. Estou como o Cláudio, que me escreveu um dia, numa aula em que dormia:

- Placar: Borbie = 0 | tédio = 1000000000

Ora, pessoas desocupadas inventam cenas parvas. Eu inventei nomes de circo para as chefias cá do burgo. A saber: Mimi, Totó, a pulga e o buldogue (bichos amestrados). Acompanhados pela a vedeta pop, Ricky Martin (uepá!).
Depois disto, aguardo a descoberta deste blog pelas referidas chefias e o correspondente processo disciplinar :P

Boca de Sauron

Tenho um novo pseudo-chefe. Passo a explicar: este senhor não é meu chefe, mas como aquele-que-o-deveria-ser não quer ser e este tipo é amigo, a coisa resolveu-se tacitamente. Portanto, este senhor é o emissário. Faz-me lembrar uma personagem marginal de "O Senhor dos Anéis", a Boca de Sauron.


Adiante nas considerações :) Ora, o meu pseudo-chefe insiste em mandar-me e-mails começados por "Cara Borbie". Fui consultar o dicionário, só para validar o meu vocabulário:

Caro
adj.
(...)
5. Querido, estimado.
Dá-me vontade de lhe responder: "Oi? Não tô entendendo!".

Conversas de merda

Diz o meu chefe:
- O consumo de papel higiénico aqui no burgo quase duplicou!

19 fevereiro 2009

Cara de poker

Cenário: ontem, meio de uma tarde morna, sem muito que fazer. Reunião com o Big Boss do estaminé, para planear mais um trabalho urgente, apresentado em cima do joelho. Até aí, nada de novo no reino do improviso.
A personagem principal: Big Boss é uma fonte de alegria no trabalho, conhecido entre colegas pela sua excentricidade no vestir, que alegra os nossos dias e quebra alguma rara monotonia no trabalho. Ele é calças cor-de-laranja com camisas às riscas do arco-íris, sapatos de verniz com modelo da outra senhora, roupa roxa de tons diversos da cabeça aos pés, calças vermelhas e camisa com grande logo de uma marca cara, aberta o suficiente para se ver uma t-shirt da brindaria com letras garrafais anunciando um qualquer evento ou produto... um maná para a vista e para o coração. E atenção, para a idade e a rodagem, Big Boss até não é de se deitar fora. Não fosse a mania das dietas, o facto de se alimentar a meios Compal (nunca bebe um até ao fim e deixa as garrafas semeadas pelo caminho...) e de ter uma mulher e uma outra, até seria um partido bastante apetecível em casos de algum desespero!
A situação: Big Boss, numa das suas indumentárias criativas, fala entusiasticamente do novo projecto da empresa, um cavalo destinado ao sucesso e a altos voos. Borbie e colegas tiram notas. Pequena pausa no discurso e Borbie levanta os olhos do papel, mesmo a tempo de olhar para o Big Boss... que traz uma T-SHIRT PRETA DE REDE (sim, rede, tipo meias de rede!) a espreitar por baixo da camisa criativa.
Flash: música tipo Ibiza, uma pista cheia e Big Boss com su camiseta de rede, dançando ao ritmo de Corona. De volta à realidade da reunião, só mesmo a cara de poker pode salvar a situação!

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Corona - The rythm of the night
(live, como não poderia deixar de ser)


07 janeiro 2009

Nazis internautas

A expressão não é minha, é do Fomos, mas serve perfeitamente para designar os senhores lá da outra banda, que gostam de nos passar atestados de irresponsabilidade. Questão? Acharam por bem que o acesso ao messenger, directo ou via meebo, e ao youtube eram prejudiciais à produtividade do rebanho. Vai daí, decidiram cortar o mal pela raiz e pronto. Ai querem guerra? Gtalk para vocês! E Moosaico também, que é para não se armarem em espertos. Eu ainda sei perfeitamente controlar as coisas. Trabalho é trabalho e conhaque é conhaque, bem entendido. Mas somos todos adultos, acho eu. E os adultos sabem separar as coisas, portanto, eu nunca deixei que o meu trabalho sofresse os efeitos da converseta. Que alguém ache o contrário sem provas e decida tomar medidas por mim é inaceitável e merece retaliação.

25 novembro 2008

maus pensamentos


imagem tirada daqui.

Tive uma quase colisão frontal com uma colega, à porta do quarto de banho. Esta colega é gorda e só veste azul-claro. Não é muito simpática. Pensamento automático, depois de me desviar: os elefantes em cartoon também são azuis-claros!

I´m happy, hope you're happy too




David Bowie - Ashes to ashes
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Sábado fomos à Figueira da Foz, numa viagem que era supostamente de trabalho. Rimos muito. Comeu-se bem. Cantámos no carro: David Bowie, Diana Krall, kuduros e kizombas, os CD da empresa. O sítio era giro. Trabalho? Pois, estivemos lá. Cheers às outras trabalhadoras!

04 setembro 2008

Chateei-me com o IE

Pois é, desta é de vez: chateei-me com o Internet Explorer. Já gostava pouco dele. Achava-o lento na evolução, lento no andamento e cheio de mariquices.  Ter de usá-lo no bules durante dias, em exclusivo, fez-me perder a paciência de vez. Não conseguia ver o Gmail nem o YouTube, o Público online aparecia-me desformatado e não conseguia escrever ou editar posts. 
Tinha saudades do Firefox. Comecei a usá-lo há anos e gosto. É giro, rápido, espertinho e teve separadores muito antes do IE. Andava há dias a trabalhar num PC sem Firefox, sem tempo para o instalar. Hoje resolvi o assunto. 
E depois... grande experiência do dia: descarreguei e instalei o Google Chrome, sobre o qual tinha lido um artigo ontem, no Público. Estou entusiasmada! É rápido, tem tudo o que têm os outros e ocupa muito menos área no monitor com barras, barrinhas e menus. Resultado: um ar clean :) E para os geeks destas coisas, fica mais um ponto positivo: é open source!

24 junho 2008

O passarinho

Ontem caiu uma cria de pássaro de um ninho localizado à porta do meu local de trabalho. É tão pequeno que não conseguimos determinar a espécie, tem os olhos fechados e pia baixinho. Dá pena, é verdade... mas não há nada a fazer.
A minha colega não pensa como eu e decidiu apanhá-lo, não para que ele não morresse, dado que a probabilidade de salvá-lo é remota, mas para que morresse uma «morte digna, sem as formigas a picá-lo». Alimenta-o a pão, com uma pinça, e dá-lhe pingos de água. Deixou-o cá durante a noite, dentro de um cinzeiro revestido a papel higiénico e po-lo ao sol há pouco, porque o bicho tem frio.
Isto está a deixar-me doida porque, se por um lado tenho pena do bicho, por outro acho que a Natureza tem as suas leis e se o bicho caiu, deixá-lo morrer depressa, em vez de prolongar uma vida que não vingará de qualquer forma.
Se isto me torna desumana, pois seja. O que não percebo é esta humanidade feita de adiar o inevitável. Se por acaso o bicho viver mais uns dias, até ao fim-de-semana, o que é que lhe vai fazer? Levá-lo para casa? Duvido. E se por um acaso ainda maior ele sobreviver mesmo, quem é que o ensina a voar? Ninguém. Então não era melhor não meter o bedelho no assunto?

14h11: O pássaro morreu, como seria de esperar. A Natureza tarda mas não falha.

04 junho 2008

crise de identidade

No meu bules de sempre, sou Borbie X (o meu último nome). Uso Borbie X para tudo, desde o cartão Multibanco ao cartão da Fnac, passando pelos cartõezinhos de visita e pelo nome que aparece em todas as minhas caixas de correio electrónico.
No bules novo, virei Borbie Y (o meu apelido materno). As pessoas referem-se a mim como Borbie Y, para me distinguir de uma colega com o mesmo nome próprio; o meu endereço de correio electrónico novo é borbie.y@bulesnovo.pt; se vier a ter cartões, aposto que me apresentarão com o meu novo nome.
Já fui Borbie Y, num passado muito distante: quando entrei para a escola primária, a professora ensinou-nos a escrever o primeiro nome e o apelido mais curto. No meu caso, o meu apelido materno é o mais curto. Usei esse nome até entrar para a escola C+S, onde passei a Borbie X, nome que usei nas cerca de duas décadas seguintes.
Estou em plena crise de identidade, é o que é :D

03 junho 2008

A dormir!

Mudei de horário no bules de sempre e arranjei um bules novo, para me entreter :)
Agora entro às 8h. Os colegas não estão habituados a ver-me no estaminé a essas horas, por isso estranham. Eis um excerto do diálogo travado esta manhã, com a Senhora B.
Senhora B: Bom dia! por cá a estas horas?
Borboleta: Bom dia! É verdade. Mudei de horário!
Senhora B: Vinhas neste autocarro?
Borboleta: Vinha, vinha.
Senhora B: Ai, eu não te vi...
Borboleta: Vinha a dormir!
Senhora B (ofendida): Não vinha, não! Eu estou acordada desde as 4 da manhã.
Borboleta: Ó Senhora B., quem vinha a dormir era eu!

24 abril 2008

Ideias geniais...

Se um documento é publicado numa página de internet, faz algum sentido receber o ficheiro por mail, formatar, numerar dentro de uma categoria, publicar, imprimir, pôr um carimbo (mandado fazer de propósito para este trabalho...), datar, assinar, mandar arquivar e manter um registo em formato digital dos ficheiros publicados? Deve ser de mim, com certeza... mas isto parece-me um procedimento muito pouco simplex!

Por outro lado... eu já tinha a dedeira. Agora só me falta a escalfeta :)


(para quem não conhece o apetrecho na fotografia, trata-se de uma escalfeta eléctrica.)

E viva a função pública e estas ideias peregrinas!

14 abril 2008

Os últimos cartuchos do PREC

Discute-se o aumento das propinas cá do burgo. É uma animação! Como não podia deixar de ser, temos uma manif à porta. Aliás, a manif é dentro e fora das instalações. Dentro é um comício, com um dos de sempre a discursar com emoção. Lá fora, tocam tambores, urram cornetas e grita-se o estribilho «Aumento vergonhoso, Directivo é mentiroso!».
Deixo de parte a discussão sobre o aumento propriamente dito, porque não acho que caiba no meu blog. Confesso que não gosto especialmente desta agitação, apesar de entender que as pessoas devem lutar pelo que acreditam... mas lutar tem alguns limites, que nem sempre são respeitados - uma coisa é fazer barulho, outra é insultar e impedir que as pessoas possam fazer o que têm de fazer.
Em anos anteriores, os estudantes conseguiram passar as barreiras do aceitável; noutros, os manifestantes não chegavam às duas dezenas, mas tinham um megafone e um cão :)
Estava algo ansiosa com o dia de hoje. Tendo em conta experiências anteriores, o texto do volante que me deram à porta com os argumentos dos estudantes, o ajuntamento aqui à porta, o facto de decorrer a campanha para a Associação de Estudantes... não me apetecia nada estar cá!
E foi então que alguém me disse, com grande piada, que dada a tradição revolucionária desta casa, hoje seriam queimados os últimos cartuchos do PREC. Se pensar nisto como um momento histórico, pode ser que a coisa se passe com outro ritmo!

(tutu ruru tutu, tutu turu tuturu tururu tutu turu... )